MANGUEIRA
MANGUEIRA
O centro de origem é o
sudeste Asiático, onde encontramos a variedade indiana, com a origem no
subcentro indico-Burma-Tailandês e a variedade indochinês ou Filipina, no
sub-centro filipínico celeste. A mangueira foi introduzida na costa oriental
africana pelos Árabes e e conhecida pelo menos desde o seculo X. Na América foi
introduzida pelos portugueses nos fins do sec. XX. Actualmente a mangueira é
cultivada em mais de 87 países do mundo, na faixa entre as latitude 20º N e 20º
S.
A mangueira é considerada
uma das mais importantes frutas tropicais cultivadas no mundo, posicionando-se,
logo apos abanana, o ananas, e abacate. A India destaca-se como o principal país
produtor, alcançando mais de 50º/º da produção mundial.
Características da planta
A mangueira caracteriza-se
por possuir porte um de 3 m (plantas melhoradas) até 30 m (plantas de pé
franco), com a copa variando de forma arredondada a globosa, podendo ser
compacta ou aberta.
Folhas
As folhas são lanceoladas,
coriáceas, com pedúnculo curto. A sua coloração varia de tonalidades verde-claro, bronzeadas, ou arroxeadas,
na fase jovem, até o verde-escuro,
quando maduras. O comprimento varia entre 15 a 30 cm, largura entre 3,5 a 6,5
cm e o comprimento do pecíolo entre 1,5 a 6.
Inflorescência
É uma panícula terminal ou
lateral, de tamanho, forma e coloração variável, disposta isoladamente
(terminal) ou agrupadas (laterais), em número de 600 a 6000 partículas/planta,
cada qual apresentando de 200 a 4000 flores.
Nas panículas estão dispostas
flores hermafroditas, perfeitas, com possibilidades de frutificar e flores
unissexuais (masculinas). As flores hermafroditas encontram-se em maior
quantidade na porção terminal da panícula. As flores masculinas constituem 75
º/º do número total de flores da panícula e encontram-se em maior número na
base da panícula.
As flores abrem-se durante a
noite, e a deiscência só se dá após as 12:30 horas. O período de polinização E
relativamente curto, isto E, as anteras emitem pólen das 12:30 até 16 horas. As
panículas desenvolvem-se num período de 35 a 40 dias, com as primeiras flores
abrindo-se a partir do vigésimo dia, sendo a duração de cada período de
florescimento de 20 a 25 dias.
Frutificação
A mangueira caracteriza-se
por apresentar baixa eficiência em termos de frutificação, considerando-se que
em torno de 0,1º/º das flores hermafroditas chegariam efetivamente a frutificar.
Apenas 25º/º das panículas mante de um a três frutos, ate a maturação.
Exigências climáticas e edáficas
A mangueira, é cultivada nas
mais diversas regiões equatoriais, tropicais e mesmo nas subtropicais, que
apresenta, em muitos casos, factores climáticos limitantes ao seu
desenvolvimento, florescimento e frutificação. Ela exige que durante o ano,
ocorra um período mais seco para, em seguida, poder vegetar e florescer bem,
dentro das suas potencialidades.
Temperatura
A faixa de temperatura entre
21 a 26 ºC, considerada como ideal para o cultivo e, temperaturas extremas
acima de 42 ºC e baixo de 10 ºC já limitaria o seu crescimento. As temperaturas
muito elevadas (> 32 ºC) quando associadas a baixa humidade relativa e
ventos intensos, poderão prejudicar o florescimento e frutificação.
Precipitação e humidade relativa
O período seco devera
preceder a época do florescimento e continuar ate a fase do inicio do
desenvolvimento dos frutos. As áreas tropicais húmidas, com temperaturas
elevadas e precipitações frequentes, induzem a mangueira um crescimento
vegetativo intenso, em detrimento de florescimento e frutificação.
Luminosidade
A mangueira exige altas
intensidades de luz e poderá florescer a sombra, porem, só ira frutificar bem
com luz solar direita e abundante. A maioria das panículas emitidas situam-se
na periferia da copa, posição que favorece a insolação sobre as mesmas, auxiliando
a abertura de flores e reduzindo o ataque de fungos.
Ventos
Ventos intensos e constantes
podem provocar uma redução significativa na produção, há necessidade de
instalação de quebra-ventos, que podem ser constituídos por variedades de
mangueiras resistentes e rusticas comuns na região e propagadas por sementes.
Solo
A mangueira adapta-se aos
mais variados tipos de solo, desde os arenosos até argilosoa, porém devem ser
areno-argilosos, profundos, permeáveis, bem drenados, podendo ser ligeiramente
ácidos.
Propagação da mangueira
· Propagação das sementes: as plantas de pequeno porte que
facilitam os tratos comerciais e colheita, e produção precoce, possibilitam o
retorno do capital investido em menor espaço de tempo. Desta forma, a mangueira
deve ser propagada assexuadamente restringindo-se o uso de sementes à obtenção
de porta-enxertos.
· Propagação vegetativa: a mangueira, vegetativamente, é
propagada por enxertia. Permite que o
produtor escolha as variedades que pretende cultivar.
Escolha e obtenção do porta-enxerto
O porta-enxerto ou cavalo, é
a planta que suporta e absorve água e sais minerais. A escolha do porta-enxerto
a ser utilizado dá-se considerando a disponibilidade de sementes.
Os frutos são colhidos maduros,
precedendo-se, em seguida, à retirada da casca, da polpa, a lavagem da semente
e secagem à sombra. Recomenda-se a extração da casca (endocarpo), com auxílio
de tesoura de poda, tornando-se o cuidado de não ferir a amêndoa.
Plantas matrizes, barulhos e garfos
O produtor de mudas deverá
ter um pomar matriz. Para a obtenção de gemas (borbulhas), recomenda-se que entre
5 a 10 dias antes da sua utilização, se realize a decapitação da porção
terminal do ramo porta-borbulhas, eliminando-se a gema apical.
Os garfos devem ser colhidos
de ramos, considerados maduros (6 a 8 meses de idade), apresentando aspecto
arredondado, não angular, coloração em transição de verde para verde-cinza e
com as gemas apicais intumescidas e sadias.
Enxertia
O método de garfagem deve
ser cortado 20 cm acima do colo da planta, com um canivete de enxertia,
desinfetado em álcool. Com o mesmo canivete, será feita uma fenda de 3 a 4 cm
de profundidade, de cima para baixo.
Planeamento e estabelecimento do pomar
Preparação do solo
As operações de preparo do
solo devem ser feitas com bastante antecedência do plantio. Consistem na destronca, queima e abertura de covas. Após a limpeza da área, precede-se à lavoura e 20 a 30 dias depois faz-se a gradagem.
Espaçamento
O espaçamento depende da
profundidade e da fertilidade do solo. Tem sido utilizado de 10 m entre linhas
por 10 m entre plantas. Outros espaçamentos podem ser adoptados, dependendo das
condições do solo e do maneio da cultura. A poda do topo e dos lados das
plantas permite o uso de espaçamentos menores, além de facilitar os tratamentos
fitossanitários e a colheita.
Alinhamento
Quando a área de plantio possui
declive acentuada deve-se fazer o alinhamento em curva de nível, com vista ao
controlo da erosão.
Coveamento e época de plantio
As covas são abertas não
dimensões de 50 cm x 50 cm (comprimento, largura e profundidade). Deve-se ter o
cuidado de separar a camada de terra (A + C) da superfície e da camada do
subsolo e inverter a sua posição na hora do plantio. A melhor época para o
plantio é aquela que coincide com o período das chuvas.
Plantio
Esta deve ser colocada na
cova de tal maneira que o seu colo fique um pouco acima do nível do solo.
Tipo de poda
·
Podas de formação
O objectivo das podas de
formação é orientar o crescimento dos ramos quanto ao número, distribuição e
tamanho convenientes.
Para acelerar a maturação dos
ramos das mangueiras, é necessário produzir uma estrutura bem ramificada.
·
Podas anuais ou de produção
As podas de produção
referem-se às realizadas durante a fase produtiva da planta e ocorrem após a
colheita. Nesta prática estão incluídas as actividades de limpeza, levantamento
de copa, abertura central, equilíbrio, correção da arquitetura, além da poda
lateral e de topo.
Podas para maneio da floração
Quando se quer eliminar a
inflorescência de um ramo sem que haja imediata emissão de novos brotos florais,
deve-se cortá-la, pelo menos, aos 5 cm do nó terminal, após a fertilização. A
eliminação da floração terminal deve produzir, um número, menor de frutos
abortados.
Poda de renovação
O objectivo das podas de
renovação é revitalizar as árvores velhas que não mostram uma produção
abundante, mas cujos troncos e ramos principais estão sadios. Este tipo de poda
também se realiza quando se quer trocar a variedade da mangueira, aproveitando
o mesmo cavalo. A nova variedade deve ser enxertada nos brotos emitidos depois
da poda.
Pragas e seu controlo
·
Mosca das frutas
Sintómas, causam
grandes prejuízos económicos à mangueira, com perdas de até 50% na produção. As
larvas alimentam-se da polpa do fruto.
Controlo, com
inseticidas, técnica do inseto estéril, eliminação dos hospedeiros
alternativos, retirada dos frutos infetados caídos no chão.
Cochonilhas
Sintomas: a fêmea possui carapaça circular conexa e branca
acinzentada. Essa praga suga a seiva de todas as partes verdes da planta,
causando a queda de folhas, seca nos ramos e o aparecimento de fumagina
(cobertura preta das folhas).
Controlo: pulverização de óleo mineral misturação a um inseticida
fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período
de floração.
Ácaros
Sintomas: há
registo de várias espécies de ácaros responsáveis por danos causados em folhas
e gemas de mangueiras em pomares comerciais.
Controlo: o aparecimento de
manchas castanhas ou pretas nas brácteas, na base dos botões florais, são os
sinais da sua presença.
Doenças e seu controlo
Antracnose
Sintomas: a
antracnose ocorre em ramos, folhas, frutos e inflorescências. Os frutos podem
apresentar manchas ou lesões escuras um pouco deprimidas por toda a sua
superfície, desde o pedúnculo, e com aspeto húmido.
Controlo: podas leves, podas de limpeza instalação de pomares em
regiões com baixa humidade com espaçamento maior e indução de floração para
produção em épocas desfavoráveis ao patógeno. Para a utilização de defensivos
químicos, podem-se usar fungicidas à base de enxofre.
Oídio
Sintómas: as folhas, inflorescências e frutinhos novos ficam
recobertos por um pó branco acinzentado.
Controlo: tratamento com enxofre, na concentração de 0,2%,
intercalados com produtos sistemáticos com tebucunazole
a 0,05% e triadimenol a 1%, com
intervalos de quinze dias. Outros fungicidas, como benomyl e mancozeb são recomendados.
Colheita
Quando a mangueira é
enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela
cultura, a sua frutificação tem início no terceiro ano após o plantio, embora a
produção económica só comece a partir do quarto ano.
Para o consumo imediato,
colhem-se os frutos completamente maduros.
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CALOR: Energia Termica em Transição
Calor
Energia térmica em transição
Calor – é a energia térmica em trânsito, ou a energia que flui
entre um sistema e a sua vizinhança devido a uma diferença de temperatura.
Ex: se a temperatura Ts de um sistema é inferior a temperatura Tv da
sua vizinhança o calor é transferido para o sistema até que o equilibro térmico
seja estabelecido.
Quando o calor entre um sólido e um líquido a temperatura de
amostra não aumenta necessariamente em vez disso a amostra pode mudar de fase
e/ou estado.
A quantidade de calor por unidade de massa que precisa ser
transferida para produzir uma mudança de fase é chamada de calor de transformação ou calor latente (L). O calor total
transferido de uma mudança de fase é então Q
= L.m, onde m é a massa da
amostra.
O calor transferido durante o derretimento ou congelamento é
chamado de calor de fusão, Lf,
e o calor transferido durante a ebulição ou condensação é chamado de calor
de evaporação (Lv).
Porquê é importante estudar a capacidade térmica?
É importante porque podemos medir a quantidade de calor
transferido determinando a variação da temperatura de um material à capacidade
térmica conhecida ou a quantidade de uma substancia de calor de transformação
conhecida, convertida de uma fase para outra.
Capacidade térmica e calor específico
É conveniente definir a capacidade térmica C de um corpo como a razão entre a
quantidade de energia transferida para um corpo na forma de calor, Q
em um processo qualquer e a sua variação de temperatura correspondente, isto é:
A capacidade térmica por unidade de massa chamada capacidade
térmica especifica ou apenas calor especifico é uma característica do qual o
material e composto.
A capacidade térmica
é uma característica de um determinado objecto, enquanto o calor específico caracteriza uma substância, nem a capacidade
térmica de um corpo, nem o calor específico de um material são constantes,
ambos dependem da temperatura.
Em temperaturas usuais e em intervalos de temperatura também
usuais, os calores específicos podem ser considerados constantes.
Por exemplo, o calor
específico da água varia num intervalo de 0º a 100º C. Podemos então
escrever de uma forma geralmente útil:
Capacidade térmica de um gás ideal
A capacidade térmica de uma substância depende da forma como
o calor é adicionado a ela. No caso de um gás, por exemplo, o seu volume é
mantido constantemente durante o processo.
A transferência de calor
Sabe-se que o calor é transferido entre um sistema e a sua
vizinhança quando as suas temperaturas diferem. No entanto, os mecanismos
através dos quais essa transformação se desenvolv, ainda não foram descritos.
Existem três deles: condução térmica,
condução e radiação, cada um é discutido em separado.
- Condução térmica
É a passagem através do aumento das energias cinéticas das
regiões de temperaturas mais altas, temperaturas mais baixas e a energia
propaga-se.
- Calor específico
O calor específico de uma substancia “c” define a quantidade
de calor necessária para fazer 1 grama de determinada substância elevar em 1
grau Celcius a sua temperatura.
Unidade do calor específico
O calor especifico dá-nos a característica da substancia.
Quanto maior for o calor específico de uma determinada substância, mais
lentamente ocorrerão as trocas de calor e quanto menor for o calor especifico mais
facilmente a substancia receberá calor.
Água é a substância com maior específico (dificilmente
aquece e dificilmente arrefece em comparação com as outras substâncias).
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