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Evidências da Actuação da Evolução

Evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo, dando origem a novas espécies.
A evolução tem suas bases ligadas fortemente ao estudo comparativo dos organismos, sejam fósseis ou actuais.

Fig1. Evolução do Homo sapiens sapiens 

Desta feita, destacar-se evidências da actuação da evolução, a citar: Evidências Morfológicas (Anatomia Comparada), Paleontológicas, Embriológicas, Biogeográficas, Citológicas, Bioquímicas, Genéticas e Etológicas. Dentre estas ciências o estudo citologia e a bioquímica foram os mais recentes.
Evidências Morfológicas
A morfologia biológica serve tanto como ferramenta fundamental para a identificação e classificação das espécies, assim como, instrumento para a constatação de evidências evolutivas. A anatomia comparada fornece dados que apoiam o evolucionismo, revelando a existência de órgãos (estruturas) homólogos, análogos e vestigiais, nos indivíduos estudados.
Órgãos homólogos
Homologia numa análise morfológica, é a semelhança entre estruturas de diferentes organismos (animais distintos), oriundos da mesma origem embrionária. Estes podem desempenhar funções semelhantes ou não, mesmo tendo uma origem evolutiva comum.

Alguns exemplos de órgãos homólogos são: braço humano e as asas do morcego, nadadeiras anteriores do golfinho e patas anteriores do cavalo são estruturas homólogas entre si, por possuírem a mesma origem embrionária.
Fig2. Homologia dos membros superiores dos mamíferos
A homologia entre estruturas de dois organismos diferentes, sugere que eles se originaram de um grupo ancestral comum, embora não indique um grau de proximidade comum, partem várias linhas evolutivas que originaram várias espécies diferentes (irradiação adaptava). Segundo Darwin, “este fenómeno deve-se ao resultado da selecção natural afectada sobre os indivíduos que conquistaram meios ambientes diferentes”. Fenómeno este é designado de evolução divergente.
Fig3. Irradiação em mamíferos.

3.1.2 Órgãos análogos
Os órgãos ou estruturas análogas, são aquelas que têm uma estrutura e origem embriológica diferentes, mas que desempenham a mesma função.
As estruturas análogas não reflectem por si só qualquer grau de parentesco. Elas fornecem indícios da adaptação de estruturas de diferentes organismos a uma mesma variável ecológica (que conquistaram meios semelhantes).
Este fenómeno é chamado de evolução convergente e são exemplos:

  • Asas de morcegos, pássaros e insectos;
  • As pernas articuladas de insectos e vertebrados;
  • Nadadeiras do rabo de peixes, baleias e lagostas;
  • Os olhos dos vertebrados e moluscos cefalópodes (lulas e polvos).
3.1.3 Órgãos vestigiais
Órgãos vestigiais são estruturas análogas às que se apresentam bastante desenvolvidas em algumas espécies, mas que, devido ao desuso e à falta de necessidade noutras espécies, se atrofia e não se desenvolve.
A explicação para a degeneração ou subdesenvolvimento desses órgãos pode ser dada em termos de mudança no ambiente ou modos de vida da espécie. Supõe-se que esses órgãos eram funcionais em espécies ancestrais e acabaram por se tornar não funcionais ou desnecessários nas espécies actuais.
Os exemplos deste fenómeno são:
  • O ceco que é muito desenvolvido em animais que ingerem muita celulose, pois a função do ceco é a degradação desta, e pouco desenvolvido naqueles que a não ingerem;
  • Os músculos das orelhas no humano, que se tornaram desnecessários à medida que a visão se foi aperfeiçoando;
  • O cóccix na parte final da coluna vertebral no homem, hipoteticamente, em outros animais, o cóccix dá origem à cauda (em algumas anomalias genéticas, pessoas podem nascer com essa estrutura aumentada);
  • As asas vestigiais de aves que não voam como avestruzes;
  • O apêndice vermiforme humano;
  • Os olhos ou estruturas oculares em diversas espécies cegas cavernícolas ou residentes em outros ambientes afóticos, como peixes, cobras-cegas, e a toupeira do deserto da Namíbia;
  • As asas traseiras vestigiais de moscas e mosquitos;
  • As folhas vestigiais de algumas xeromorfas (cactus) e de plantas parasitas (cuscuta).
        

Fig5. Órgãos vestigiais do coelho e do homem (comparação).

3.2 Evidências Paleontológicas
Paleontologia é o estudo da vida passada baseado no registro fóssil e suas relações com os diferentes períodos de tempo geológicos.
A paleontologia é o estudo dos fósseis e é um dos factores que mais apoiam o evolucionismo, pois mostra que o nosso planeta foi habitado por seres diferentes dos actuais. Ocorre apenas em componentes esqueléticos dos indivíduos, que ficam gravados nas rochas. Estruturas esqueléticas e outras partes duras do organismo são as formas mais comuns de fossilização de restos de organismos (Paul, 1998), (Behrensmeyer, 1980) e (Martin, 1999).
Além da petrificação, o corpo morto de um organismo pode ser bem preservado em gelo, em resina endurecida de árvores coníferas (âmbar), em alcatrão, em ambientes anaeróbios e em turfas ácidas.
A história evolutiva dos seres vivos pode ser dada por árvores filogenéticas, que se tratam de diagramas ramificados, que se iniciam num ancestral comum, cada ramo corresponde ao aparecimento de uma nova forma.


Fig7. Fóssil de trilobita.
Trilobites eram animais com carapaças duras, parentes dos actuais caranguejos e camarões. Foram extintos 250 milhões de anos atrás.
É possível descobrir como um grupo de organismos evoluiu arrumando seu registro fóssil em uma sequência cronológica.
Limitações
O registro fóssil é uma fonte importante para cientistas na investigação da história evolucionária dos organismos. Entretanto, devido a limitações inerentes ao registro fóssil, não existe uma boa sequência de formas intermediárias entre grupos relacionados de espécies.
Algumas das razões para a imperfeição do registro fóssil são:
  • Em geral, a probabilidade de um organismo fossilizar-se depois de morto é bem baixa;
  • Algumas espécies ou grupos têm menos chance de tornarem-se fósseis porque apresentam corpos moles, e outras têm menos chance de tornarem-se fósseis, porque eles vivem (e morrem) em condições que não favorecem a fossilização.
  • Muitos fósseis são destruídos por movimentos de terra e pela erosão;
  • A maioria dos fósseis apresenta informações sobre a forma externa, mas muito pouco sobre como o organismo funcionava;
 A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de conhecermos organismos que viveram na Terra em tempos remotos, sob condições ambientais distintas das encontradas actualmente, e que podem fornecer indícios de parentesco com as espécies actuais. Por isso, os fósseis são considerados importantes testemunhos da evolução.
3.3 Evidências Embriológicas
A Embriologia comparativa mostra como embriões começam a desenvolver com as mesmas características parecendo o mesmo. Durante seus respectivos desenvolvimentos, suas similaridades decrescem vagarosamente até que eles tomem as formas de suas classes particulares. É o caso dos vertebrados adultos (peixes, répteis, aves e mamíferos), entretanto seus embriões são bem similares em estágios iniciais. Em embriões de peixes, um coração de duas câmaras, algumas veias, e partes de artérias desenvolvem-se e persistem em peixes adultos. As mesmas estruturas formaram-se em estágios inicias do desenvolvimento de embriões humanos, mas não persistem nos adultos.
3.4 Evidências Biogeográficas
A Biogeográficas analisa a distribuição geográfica dos seres vivos. Frequentemente em populações, as espécies tendem a ser mais semelhantes quanto maior for a sua aproximação física, e caso contrário (isoladas), maiores são as diferenças entre si, mesmo que as condições ambientais sejam semelhantes.
Neste contexto pode-se citar certos factores que favorecem as evidências biogeoquímicas, tais como:
  • Migração e isolamento;
  • Deriva continental (fósseis do mesmo grupo de anfíbios antigos, artrópodes e pteridófitas são encontradas na América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártica, os quais podem ser datados como pertencentes a era  paleozóica, e que nessa época essas regiões eram unidas em uma única massa de terra);
  • Distribuição de ilhas oceânicas (muitos animais em pequenas ilhas isoladas só têm espécies nativas que só poderiam chegar nelas pelo mar ou ar, como pássaros, insectos e tartarugas).
  • As diferenças biogeográficas ocorreram devido à deriva dos continentes, a qual separou indivíduos da mesma espécie, que evoluíram dando origem a diferentes espécies, cada uma adaptada ao ambiente onde viveram.
Durante suas viagens, Darwin colectou um grande número de espécies, muitas delas desconhecidas na Europa que posteriormente deram suporte a evolução por selecção natural.
Todos os organismos são adaptados ao seu ambiente a um maior ou menor grau. Se os factores abióticos e bióticos dentro de um habitat são capazes de sustentar uma espécie em particular em uma área geográfica, então se supõem que a mesma espécie seria encontrada em um habitat similar em uma área geográfica também similar. Por isso plantas e animais são descontinuamente distribuídos através do mundo.
3.5 Evidências Citológicas
A teoria celular elaborada por Schleiden e Schwan, em 1839, constitui uma prova citológica a favor da evolução. O facto de todos os seres vivos serem constituídos por células, as quais possuem funções muito semelhantes veio apoiar largamente uma origem comum. Assim, apesar das diferenças que podem ser observadas a nível macroscópico, se analisarmos o mundo vivo a nível microscópico, podemos concluir que não há grandes diferenças entre os seres vivos.
Exemplo: a mitose e a meiose, são idênticas nas células animais e vegetais.
Os estudos de bioquímica e fisiologia celular, viriam a revelar a existência de vias metabólicas idênticas em organismos muito diferentes, como animais e plantas.
3.6 Evidências Bioquímicas e Genéticas
A Bioquímica e a genética são ciências que têm uma notável evolução nos últimos anos, e têm ajudado bastante no estudo do processo evolutivo.
Ao analisar os componentes químicas e genéticas das várias espécies podemos notar que quanto mais semelhante for a sua constituição química, maior o grau de parentesco ou filogenia que pode ser estabelecido.
Entre as provas bioquímicas que apoiam o evolucionismo, destacam-se:
  • O facto de todos os organismos serem constituídos pelos mesmos compostos orgânicos (glícidos, prótidos, lípidos e ácidos nucleicos);
  • A universalidade do código genético com a intervenção do DNA e do RNA no mecanismo da síntese proteica;
  • O ATP é usado como uma moeda metabólica por toda a vida existente;
  • O código genético é o mesmo para quase todos os organismos, significando que um pedaço de RNA em uma bactéria codifica para uma mesma proteína em uma célula humana.
A mutação cria novos genes, e a recombinação os mistura com os genes já existentes, originando os indivíduos geneticamente variados de uma população. A selecção natural, por sua vez, favorece os portadores de determinados conjuntos gênicos adaptativos, que tendem a sobreviver e se reproduzir em maior escala que outros. Em função da actuação desses e de outros factores evolutivos, a composição gênica das populações se modifica ao longo do tempo.
Segundo a teoria da evolução, duas espécies terão maior semelhança entre suas proteínas quanto mais próximo for o grau de parentesco sob o ponto de vista evolutivo.
Comparações de sequências de DNA permitem o agrupamento de organismos pelo critério de similaridades entre as sequências, resultando em árvores filogenéticas tipicamente congruentes com a taxonomia tradicional, e são frequentemente usadas para fortalecer ou corrigir classificações taxonómicas.

3.7 Evidências Etológicas

O termo ethos deriva do grego e significa” da natureza da coisa”. A etologia é a ciência das relações comparadas do comportamento animal, o que inclui também os humanos. Uma preocupação básica de etologia é a evolução do comportamento através do processo de selecção natural, e Darwin, em seu livro (A origem da espécies) dedica um capítulo ao instinto, em que formula a hipótese de que”Todos os instintos mas complexos e maravilhosos”se originaram através do processo natural, tendo preservado as variações continuamente acumuladas que são biologicamente vantajosas.

Darwin acreditava que apenas os órgãos evoluíam, mas que aquisições mentais gradativas também ocorriam.
Um primeiro princípio é a concepção de que, a exemplo dos órgãos e outras estruturas corporais, o comportamento é produto e instrumento do processo de evolução através de selecção natural. Isso implica em dizer que o comportamento tem função adaptativa (afecta o sucesso reprodutivo) e possui algum grau de determinação genética. Isto quer dizer que o comportamento é produto da evolução filogenética

TIPOS E FORMAS DE FRASES

 Frase: conceito

Para Neto & Infante “a frase se define pelo seu propósito de comunicação, isto é, pela sua capacidade de, num diálogo, numa tese, enfim, em alguma forma de comunicação linguística, ser capaz de transmitir o conteúdo desejado para a situação em que é utilizada.” Isso significa que Na fala, a frase apresenta uma entoação que indica com clareza seu início e seu fim; na escrita, esses limites são normalmente indicados pelas iniciais maiúsculas e pelo uso de ponto (final, de exclamação ou interrogação) ou reticências. O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo desde estruturas linguísticas muito simples, como: Ai!.
As frases de estrutura mais complexa geralmente se organizam a partir de um ou mais verbos (ou locuções verbais). A frase, ou a parte de uma frase, que se organiza a partir de um verbo ou locução verbal recebe o nome de oração. A frase estruturada em orações constitui o período, que pode ser simples (formado por apenas uma oração) ou composto (formado por duas ou mais orações).

Frases simples

É constituída por uma só oração (com um só verbo em tempo finito).
Ex: - A vida (vale) muito pouco neste país.
Trata-se de um período simples, formado por apenas uma oração organizada a partir da forma verbal destacada.

Frases complexas

É constituído por duas ou mais orações (com dois ou mais verbos em tempos finitos).
Ex: - A vida neste país (vale) tão pouco (que) não se (sabe) (se) (há) limite para o pior.
Trata-se de um período composto, formado por três orações organizadas a partir dos verbos destacados e conectadas pelas conjunções grifadas.
Em rigor, não há frase sem verbo, pois o verbo é o fulcro de um iniciado ou de uma afirmação. Pode, no entanto, o verbo mão se encontrar em expresso; subentendendo-se espontaneamente para encontrar o sentido.
Ex: bela coisa a ginástica!
É fácil entender esta frase de ela; imaginando o verbo: bela coisa. (é) a ginástica.
-as frases em que como nesta, subentendido um elemento fundamental de oração, chama-se frases elípticas. É clara que as frases elípticas ganham expressividade, são frequentemente sobretudo na linguagem oral:
- Que é isto? Constituição? Perguntou Carlos.
- Tudo – disse o Marques, pondo-se a caminhar ao lado dele com uma lentidão moribundo – deitei-me tarde. Cansaço. Dores no lado um barrar.
Existem frases constituídas por uma única palavra, que por vezes, nem sequer é um verbo, nem mesmo um substantivo fora!...
Só o contexto em que esta, ou outra palavra – frase é dita nas poderá dar a chave da interpretação. Por uma senhora, em sua casa, a um homem que lhe dirige com palavras inconvenientes. Neste cão, compreendemos assim: ponha-se fora da minha casa!

Tipos de frases

De acordo com a intenção do emissor podem considerar-se as seguintes tipos de frases: declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas.

Frases interrogativas

São frases que formão uma interrogação, directa ou indirectamente:
- Houve entre ti e o Dâmaso alguma pedra (int. directa) a Leça perguntou o Carlos se tinha havido alguma pega entre ele e Dâmaso (int. indirecta).
A interrogativa directa é fechada por um ponto de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final.

São frases que informam acontecimentos ou sobre situações. São geralmente fechadas por ponto final.

São as frases que exprimem algo que tem haver com ponto, admiração, alegria, raiva, numa palavra emoção:
Ex: que delicia! Oh, que prazer.
 As exclamativas são fechadas quase sempre por pontos de exclamação e nelas aparecem frequentemente as interjeições.
As frases exclamativas abundam no discurso dominado pela função emotiva.

São as frases que exprimem ordem, pedido, conselho, exortação.
Ex: larga a bomba, rapaz.
- Saiam daqui todos!
- Lutar, rapazes!...
As frases imperativas são fechadas por um ponto final, ou por um ponto de exclamação, ou por reticências. Os modos verbais usados podem ser imperativos (mais vulgares), o conjuntivo e (mais raramente) o infinitivo.


Formas de frases

Frases activas e passivas.
Ex: João acabou a licenciatura (voz activa).
- A licenciatura foi acabada pelo João (voz passiva).

Frases afirmativas/ frase negativa

Ex: Maria é licenciada (afirmativa);
- A Amélia não é licenciada (negativa)
 Relacionados tipos de frases as formas de frases, teremos a base.
Ex: Camões escreveu os lusíadas.
- Os lusíadas foram escritos por Camões.
Podendo multiplicar indefinidamente concluiríamos que se pode estabelecer o seguinte quadro geral de tipos e formas de frases.
Tipos de frases
Formas de frases
Frases declarativas
 Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases interrogativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases exclamativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases imperativas
Activas, passivas, poucos usados
Afirmativas e negativas
A distinção de tipos de frases não podem considerar-se de forma rígida com efeito, há frases que tem um pouco de vários tipos.
Ex: que multidão enlouquecido ou absorveu em frente da câmara!
Há um pouco de declarativo e interrogativo, muito de exclamativo nesta frase.
Embora voz passiva de frases imperativas sejam muito rara, ele existe, em frases, como esta: vocês querem ser castigados, então sejam castigados.


Oração

Oração é todo conjunto linguístico que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal, apresentando sujeito e predicado. O que caracteriza a oração é o verbo, não importando se tal oração tenha sentido ou não sozinha.
  • Oração absoluta: quando a oração representa uma frase completa que é, no caso, uma frase verbal.
O menino sujou sua camisa.
  • Oração coordenada: quando há equivalência sintáctica entre as orações; elas podem ser separadas sem perder o sentido.
Ele não concordou com a menina e a deixou.
  • Oração subordinada: quando há uma hierarquia, uma dependência sintáctica entre as estruturas oracionais.
Querendo ou não, ele aceitou as escolhas da esposa para que o casamento continuasse.
Em cada um dos componentes maiores do período (ou frase), com o qual se faz uma afirmação. A oração coincide com o período (ou frases), simples ( um período uma oração).
Ex: o Pedro chamou a professora.
O grupo de predicado e o grupo do sujeito. O verbo (predicado) é o fluxo da oração:
O Pedro
1.      O grupo do sujeito (grupo nominal)
2.      Grupo de predicado (grupo verbal)
A cada um destes dois núcleos podem acrescentar-se adjuntas, quer nominais quer adverbiais, sem que o período deixe de ser uma frase simples:
O nosso Pedro chamou, da rua, a professora.
Ao núcleo de sujeito acrescentou-se o adjunto (nominal) nossa é ao núcleo do verbo, adjunto verbal da rua, enquanto nossa determina Pedro, da rua exprime, em relação em acção do verbo, uma circunstância de lugar (complemento circunstancial de lugar)

5. Período

O período é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:
  • Simples: quando constituído de uma só oração (um verbo ou locução verbal).
João ofereceu um livro a Joana.
  • Composto: quando é constituído de duas orações (dois verbos ou locuções verbais). Os períodos compostos são formados por coordenação ou por subordinação.
O povo anseia que haja uma eleição justa.
  • Misto: quando é constituído por três ou mais orações (três ou mais verbos ou locuções verbais), apresentando a mistura da coordenação e da subordinação.
Ele amava e sufocava a vida da mulher que libertara da prisão.
(1ª e 2ª orações são coordenadas; a 3ª oração é subordinada à 2ª)

6. Elementos fundamentais da oração do predicado e sujeito

  • O predicado

É o que se afirma acerca do sujeito. O predicado expressa por uma forma verbal (quem pode estar subentendida).
Ex: eu sou professor. Eu tenho um carro novo.
O predicado verbal é constituído por um verbo de significação definida, que constitui predicado só por si.
Ex: as aves cantam na floresta.
- Os pedreiros constroem um prédio.
Predicado nominal é constituído por um verbo de significação e definida que precisa de predicativo do sujeito para completar a sua significação.
O predicado do sujeito (substantivo, adjectivo, pronome, adverbio ou expresso adverbial) acompanha o verbo, mais refere-se sempre ao sujeito.
Ex: o homem é racional.
·         O sujeito - o homem
·         Predicado nominal – é racional
·         Predicado do sujeito – racional.
Ex: o rapaz parece inteligente.
- O cão é um animal.
São de significação indefinida (constituído predicados nominais) os seguintes verbos ser estar.
·         Ser, estar, aparecer, continuar, ficar, permanecer.
Apareceu morto. Estavam perdidos. Eles não ficaram sem premio.
·         Os verbos transitivos seguintes (e outras de significação equivalente), se estiverem na voz passiva:
A chamar                    dominar                     reputar
Apelidar                     eleger                          sagrar
Apresentar                  fazer                            supor
Chamar                       tornar                          constituir
Considerar                  declarar

  • Sujeito

É o ser (coisa, pessoa ou animal) acerca do qual se faz uma afirmação.
Ex: A Sandra é inteligente.
- A terra é um planeta
O sujeito pode ser expressado por um substantivo ou palavra substantivo, um pronome, ou ate por uma oração.
Ex: o cantor entusiasmou o público.
O adjectivo cantor está aqui como substantivo, assim como o numeral uma centena e o infinito rival, a primeira oração da última frase (integrante – substantivo) é o sujeito da segunda (incontestável) que é a oração principal.
O sujeito pode ser constituído por uma palavra (sujeito simples) ou por varias palavras (sujeito composto).
Ex: o burro é um animal submisso (sujeito simples).
- O cão, o gato e o burro são animais domésticos (sujeito composto).
Sujeito indeterminado – a indeterminação do sujeito pode exprimir-se de varias maneiras:
Ex: esta muita gente na igreja.
Pessoas do plural – amanha vamos votar.

Elementos complementares da oração

Além do sujeito e do predicado, indispensáveis a qualquer oração outros elementos a que apesar de complementares, aparecem em muitas orações dependendo uns dos verbos (complementos do verbo) e outros do nome (complementos do nome).
Complementos do verbo
Complementos do nome
·         Complemento directo
·         Predicativo do complemento directo
·         Agente da passiva
·         Complementos circunstanciais
·         Aposto
·         Complemento determinado
·         Atributo


Complemento do verbo

Complemento directo – é o se (pessoa, animal ou coisa) sobre que recai directamente acção do verbo. Pode ser expressa por uma palavra, uma expressão ou até uma oração.
Ex: comprei um automóvel
- A tua mulher ama-te.

Oração subordinadas

Podem assumir diferentes funções sintácticas na frase que as assemelham as expressões nominais, adjectivas ou adverbiais. Como tal constituem-se as seguintes tipologias de orações subordinadas: subordinadas substantivas, subordinadas adjectivas e subordinadas adverbiais.
As orações subordinadas substantivas desempenham a função sintáctica do sujeito ou complemento de um verbo, um nome ou um adjectivo.
·         A oração subordinada substantiva completiva: pode constituir um sujeito ou um complemento do verbo, do nome ou do adjectivo. Existe uma relação de dependência da oração subordinante completiva, isto é, o que está completo e o seu sentido. Complemento do verbo, as orações substantivas completivas ocorrem com:
P  Verbos declarativos (no indicativo): afirmar, declarar, dizer.
P  Verbos epistémicos (no indicativos): pensar, saber.
P  Verbos volitivos e optativos (no conjuntivo): querer, desejar.
As orações subordinadas substantivas completivas típicas ficam-se em:
-        Infinitivas: o verbo está no modo indicativo, conjuntivo ou condicional. São introduzidas por:
Que
-        Infinitivo
-        Conjuntivo
-        Condicional
-        Afirmou que chegava atrasado;
-        Desejas que venhas connosco de férias.
Se
-        Infinitivo
-        Condicional
-        Perguntou-me se venho amanhã;
-        Quis saber se seria possível antecipar a consulta.

Oração subordinada adjectiva

Relata e explica o antecedente da oração subordinada adjectivo relata explicativo e semanticamente definido, podendo ser constituído por nome próprio um pronome pessoal ou grupo nominal iniciado por determinante demonstrativo ou possessivo.
A oração subordinada adverbial estabelece a sua relação estrutural com a oração subordinante ocupando uma posição típica de advérbios. Oração subordinada adverbial pode ocorrer a esquerda, a direita ou no interior da oração subordinante desempenhando a função sintáctica de modificador da frase ou do grupo verbal. 
Ex: quando nos conhecemos eras muito magro.

Orações coordenadas

As orações coordenadas são aquelas que, apesar de apresentarem uma relação de sentido no contexto geral do período, podem ser entendidas individualmente, pois são sintacticamente independentes. Em outras palavras, se separarmos as orações coordenadas de um dado período, o sentido particular de cada uma delas não fica comprometido.
Exemplos:
-        Levantei, tomei o café e corri para o trabalho.
-        Não quis comer, nem sair, nem mesmo receber visitas.
Logo: conclui-se que o sentido de cada oração não se compromete:

P  Orações coordenadas assindéticas:
As orações estão simplesmente justapostas, ou seja, colocadas lado a lado, sem nenhum conectivo de ligação.
Exemplos:
-        Eu me casarei, terei uma nova vida, tudo de ruim ficará para trás.
-        As crianças estão com sono, não dormiram nada hoje.

 Orações coordenadas sindéticas:
São ligadas por uma conjunção coordenativa. De acordo com a conjunção empregada, as orações coordenadas sindéticas podem ser classificadas em:
1.      Oração coordenada sindética ADITIVA:
São aquelas que expressam a ideia de adição, soma, entre a oração principal e a coordenada. Quando o sujeito dessas orações for o mesmo, não se deve empregar a vírgula. As conjunções coordenativas aditivas são: e, nem, bem como, não só... mas também, não só... como também, não só... mas ainda, não só... bem como.
Exemplos:
-        Alimentou-se bem e foi trabalhar.
-        Não foi à festa nem ao jantar.
-        Não só venceu como também bateu o recorde da competição.

2.      Oração coordenada sindética ADVERSATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de oposição ou contraste em relação à oração anterior. Antes das conjunções adversativas, é obrigatório o uso da vírgula. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, antes (significando “pelo contrário”).
-        Exemplos:
-        Estudou bastante, mas não foi bem na prova.
-        Correu muito, porém não chegou a tempo.
-        Amou-me, todavia não soube me esperar.

3.      Oração coordenada sindética ALTERNATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de escolha ou alternativa em relação à oração principal. Quando há mais de uma oração iniciada por conjunção alternativa, usa-se vírgula, caso contrário, a vírgula passa a ser prescindível. As conjunções coordenativas alternativas são: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
Exemplos:
-        Volte no horário ou não sai mais.
-        Ou você vai à festa, ou você vai ao show.
-        Ora comia, ora falava.

4.      Oração coordenada sindética CONCLUSIVA:
São aquelas que expressam a ideia de conclusão com relação ao que foi dito na oração anterior. As orações coordenadas conclusivas são sempre precedidas por vírgula. Conjunções coordenativas conclusivas: portanto, logo, por isso, por consequência, por conseguinte, então, pois (somente após o verbo da oração coordenada ou entre elementos articuladores). Essas conjunções não necessariamente precisam vir no início da oração coordenada, mas caso elas venham deslocadas dessa posição devem ser colocadas entre vírgulas.
Exemplos:
-        Você é o único que cozinha, é, pois, você que fará o almoço.
-        João passou na entrevista de emprego, portanto será admitido.
-        Perdeu a corrida, logo não levou o prémio.
5.      Oração coordenada sindética EXPLICATIVA:
São aquelas que explicam ou justificam a oração anterior. Emprega-se vírgula para introduzir tais orações. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, porquanto, que, pois (sempre antes do verbo).
Exemplos:
-        Espere um tempo, que isso se resolve já.
-        Não chegarei a tempo, porque o trânsito está engarrafado.
Não brinque com fogo, que você pode se queimar.