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TIPOS E FORMAS DE FRASES

 Frase: conceito

Para Neto & Infante “a frase se define pelo seu propósito de comunicação, isto é, pela sua capacidade de, num diálogo, numa tese, enfim, em alguma forma de comunicação linguística, ser capaz de transmitir o conteúdo desejado para a situação em que é utilizada.” Isso significa que Na fala, a frase apresenta uma entoação que indica com clareza seu início e seu fim; na escrita, esses limites são normalmente indicados pelas iniciais maiúsculas e pelo uso de ponto (final, de exclamação ou interrogação) ou reticências. O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo desde estruturas linguísticas muito simples, como: Ai!.
As frases de estrutura mais complexa geralmente se organizam a partir de um ou mais verbos (ou locuções verbais). A frase, ou a parte de uma frase, que se organiza a partir de um verbo ou locução verbal recebe o nome de oração. A frase estruturada em orações constitui o período, que pode ser simples (formado por apenas uma oração) ou composto (formado por duas ou mais orações).

Frases simples

É constituída por uma só oração (com um só verbo em tempo finito).
Ex: - A vida (vale) muito pouco neste país.
Trata-se de um período simples, formado por apenas uma oração organizada a partir da forma verbal destacada.

Frases complexas

É constituído por duas ou mais orações (com dois ou mais verbos em tempos finitos).
Ex: - A vida neste país (vale) tão pouco (que) não se (sabe) (se) (há) limite para o pior.
Trata-se de um período composto, formado por três orações organizadas a partir dos verbos destacados e conectadas pelas conjunções grifadas.
Em rigor, não há frase sem verbo, pois o verbo é o fulcro de um iniciado ou de uma afirmação. Pode, no entanto, o verbo mão se encontrar em expresso; subentendendo-se espontaneamente para encontrar o sentido.
Ex: bela coisa a ginástica!
É fácil entender esta frase de ela; imaginando o verbo: bela coisa. (é) a ginástica.
-as frases em que como nesta, subentendido um elemento fundamental de oração, chama-se frases elípticas. É clara que as frases elípticas ganham expressividade, são frequentemente sobretudo na linguagem oral:
- Que é isto? Constituição? Perguntou Carlos.
- Tudo – disse o Marques, pondo-se a caminhar ao lado dele com uma lentidão moribundo – deitei-me tarde. Cansaço. Dores no lado um barrar.
Existem frases constituídas por uma única palavra, que por vezes, nem sequer é um verbo, nem mesmo um substantivo fora!...
Só o contexto em que esta, ou outra palavra – frase é dita nas poderá dar a chave da interpretação. Por uma senhora, em sua casa, a um homem que lhe dirige com palavras inconvenientes. Neste cão, compreendemos assim: ponha-se fora da minha casa!

Tipos de frases

De acordo com a intenção do emissor podem considerar-se as seguintes tipos de frases: declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas.

Frases interrogativas

São frases que formão uma interrogação, directa ou indirectamente:
- Houve entre ti e o Dâmaso alguma pedra (int. directa) a Leça perguntou o Carlos se tinha havido alguma pega entre ele e Dâmaso (int. indirecta).
A interrogativa directa é fechada por um ponto de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final.

São frases que informam acontecimentos ou sobre situações. São geralmente fechadas por ponto final.

São as frases que exprimem algo que tem haver com ponto, admiração, alegria, raiva, numa palavra emoção:
Ex: que delicia! Oh, que prazer.
 As exclamativas são fechadas quase sempre por pontos de exclamação e nelas aparecem frequentemente as interjeições.
As frases exclamativas abundam no discurso dominado pela função emotiva.

São as frases que exprimem ordem, pedido, conselho, exortação.
Ex: larga a bomba, rapaz.
- Saiam daqui todos!
- Lutar, rapazes!...
As frases imperativas são fechadas por um ponto final, ou por um ponto de exclamação, ou por reticências. Os modos verbais usados podem ser imperativos (mais vulgares), o conjuntivo e (mais raramente) o infinitivo.


Formas de frases

Frases activas e passivas.
Ex: João acabou a licenciatura (voz activa).
- A licenciatura foi acabada pelo João (voz passiva).

Frases afirmativas/ frase negativa

Ex: Maria é licenciada (afirmativa);
- A Amélia não é licenciada (negativa)
 Relacionados tipos de frases as formas de frases, teremos a base.
Ex: Camões escreveu os lusíadas.
- Os lusíadas foram escritos por Camões.
Podendo multiplicar indefinidamente concluiríamos que se pode estabelecer o seguinte quadro geral de tipos e formas de frases.
Tipos de frases
Formas de frases
Frases declarativas
 Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases interrogativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases exclamativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases imperativas
Activas, passivas, poucos usados
Afirmativas e negativas
A distinção de tipos de frases não podem considerar-se de forma rígida com efeito, há frases que tem um pouco de vários tipos.
Ex: que multidão enlouquecido ou absorveu em frente da câmara!
Há um pouco de declarativo e interrogativo, muito de exclamativo nesta frase.
Embora voz passiva de frases imperativas sejam muito rara, ele existe, em frases, como esta: vocês querem ser castigados, então sejam castigados.


Oração

Oração é todo conjunto linguístico que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal, apresentando sujeito e predicado. O que caracteriza a oração é o verbo, não importando se tal oração tenha sentido ou não sozinha.
  • Oração absoluta: quando a oração representa uma frase completa que é, no caso, uma frase verbal.
O menino sujou sua camisa.
  • Oração coordenada: quando há equivalência sintáctica entre as orações; elas podem ser separadas sem perder o sentido.
Ele não concordou com a menina e a deixou.
  • Oração subordinada: quando há uma hierarquia, uma dependência sintáctica entre as estruturas oracionais.
Querendo ou não, ele aceitou as escolhas da esposa para que o casamento continuasse.
Em cada um dos componentes maiores do período (ou frase), com o qual se faz uma afirmação. A oração coincide com o período (ou frases), simples ( um período uma oração).
Ex: o Pedro chamou a professora.
O grupo de predicado e o grupo do sujeito. O verbo (predicado) é o fluxo da oração:
O Pedro
1.      O grupo do sujeito (grupo nominal)
2.      Grupo de predicado (grupo verbal)
A cada um destes dois núcleos podem acrescentar-se adjuntas, quer nominais quer adverbiais, sem que o período deixe de ser uma frase simples:
O nosso Pedro chamou, da rua, a professora.
Ao núcleo de sujeito acrescentou-se o adjunto (nominal) nossa é ao núcleo do verbo, adjunto verbal da rua, enquanto nossa determina Pedro, da rua exprime, em relação em acção do verbo, uma circunstância de lugar (complemento circunstancial de lugar)

5. Período

O período é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:
  • Simples: quando constituído de uma só oração (um verbo ou locução verbal).
João ofereceu um livro a Joana.
  • Composto: quando é constituído de duas orações (dois verbos ou locuções verbais). Os períodos compostos são formados por coordenação ou por subordinação.
O povo anseia que haja uma eleição justa.
  • Misto: quando é constituído por três ou mais orações (três ou mais verbos ou locuções verbais), apresentando a mistura da coordenação e da subordinação.
Ele amava e sufocava a vida da mulher que libertara da prisão.
(1ª e 2ª orações são coordenadas; a 3ª oração é subordinada à 2ª)

6. Elementos fundamentais da oração do predicado e sujeito

  • O predicado

É o que se afirma acerca do sujeito. O predicado expressa por uma forma verbal (quem pode estar subentendida).
Ex: eu sou professor. Eu tenho um carro novo.
O predicado verbal é constituído por um verbo de significação definida, que constitui predicado só por si.
Ex: as aves cantam na floresta.
- Os pedreiros constroem um prédio.
Predicado nominal é constituído por um verbo de significação e definida que precisa de predicativo do sujeito para completar a sua significação.
O predicado do sujeito (substantivo, adjectivo, pronome, adverbio ou expresso adverbial) acompanha o verbo, mais refere-se sempre ao sujeito.
Ex: o homem é racional.
·         O sujeito - o homem
·         Predicado nominal – é racional
·         Predicado do sujeito – racional.
Ex: o rapaz parece inteligente.
- O cão é um animal.
São de significação indefinida (constituído predicados nominais) os seguintes verbos ser estar.
·         Ser, estar, aparecer, continuar, ficar, permanecer.
Apareceu morto. Estavam perdidos. Eles não ficaram sem premio.
·         Os verbos transitivos seguintes (e outras de significação equivalente), se estiverem na voz passiva:
A chamar                    dominar                     reputar
Apelidar                     eleger                          sagrar
Apresentar                  fazer                            supor
Chamar                       tornar                          constituir
Considerar                  declarar

  • Sujeito

É o ser (coisa, pessoa ou animal) acerca do qual se faz uma afirmação.
Ex: A Sandra é inteligente.
- A terra é um planeta
O sujeito pode ser expressado por um substantivo ou palavra substantivo, um pronome, ou ate por uma oração.
Ex: o cantor entusiasmou o público.
O adjectivo cantor está aqui como substantivo, assim como o numeral uma centena e o infinito rival, a primeira oração da última frase (integrante – substantivo) é o sujeito da segunda (incontestável) que é a oração principal.
O sujeito pode ser constituído por uma palavra (sujeito simples) ou por varias palavras (sujeito composto).
Ex: o burro é um animal submisso (sujeito simples).
- O cão, o gato e o burro são animais domésticos (sujeito composto).
Sujeito indeterminado – a indeterminação do sujeito pode exprimir-se de varias maneiras:
Ex: esta muita gente na igreja.
Pessoas do plural – amanha vamos votar.

Elementos complementares da oração

Além do sujeito e do predicado, indispensáveis a qualquer oração outros elementos a que apesar de complementares, aparecem em muitas orações dependendo uns dos verbos (complementos do verbo) e outros do nome (complementos do nome).
Complementos do verbo
Complementos do nome
·         Complemento directo
·         Predicativo do complemento directo
·         Agente da passiva
·         Complementos circunstanciais
·         Aposto
·         Complemento determinado
·         Atributo


Complemento do verbo

Complemento directo – é o se (pessoa, animal ou coisa) sobre que recai directamente acção do verbo. Pode ser expressa por uma palavra, uma expressão ou até uma oração.
Ex: comprei um automóvel
- A tua mulher ama-te.

Oração subordinadas

Podem assumir diferentes funções sintácticas na frase que as assemelham as expressões nominais, adjectivas ou adverbiais. Como tal constituem-se as seguintes tipologias de orações subordinadas: subordinadas substantivas, subordinadas adjectivas e subordinadas adverbiais.
As orações subordinadas substantivas desempenham a função sintáctica do sujeito ou complemento de um verbo, um nome ou um adjectivo.
·         A oração subordinada substantiva completiva: pode constituir um sujeito ou um complemento do verbo, do nome ou do adjectivo. Existe uma relação de dependência da oração subordinante completiva, isto é, o que está completo e o seu sentido. Complemento do verbo, as orações substantivas completivas ocorrem com:
P  Verbos declarativos (no indicativo): afirmar, declarar, dizer.
P  Verbos epistémicos (no indicativos): pensar, saber.
P  Verbos volitivos e optativos (no conjuntivo): querer, desejar.
As orações subordinadas substantivas completivas típicas ficam-se em:
-        Infinitivas: o verbo está no modo indicativo, conjuntivo ou condicional. São introduzidas por:
Que
-        Infinitivo
-        Conjuntivo
-        Condicional
-        Afirmou que chegava atrasado;
-        Desejas que venhas connosco de férias.
Se
-        Infinitivo
-        Condicional
-        Perguntou-me se venho amanhã;
-        Quis saber se seria possível antecipar a consulta.

Oração subordinada adjectiva

Relata e explica o antecedente da oração subordinada adjectivo relata explicativo e semanticamente definido, podendo ser constituído por nome próprio um pronome pessoal ou grupo nominal iniciado por determinante demonstrativo ou possessivo.
A oração subordinada adverbial estabelece a sua relação estrutural com a oração subordinante ocupando uma posição típica de advérbios. Oração subordinada adverbial pode ocorrer a esquerda, a direita ou no interior da oração subordinante desempenhando a função sintáctica de modificador da frase ou do grupo verbal. 
Ex: quando nos conhecemos eras muito magro.

Orações coordenadas

As orações coordenadas são aquelas que, apesar de apresentarem uma relação de sentido no contexto geral do período, podem ser entendidas individualmente, pois são sintacticamente independentes. Em outras palavras, se separarmos as orações coordenadas de um dado período, o sentido particular de cada uma delas não fica comprometido.
Exemplos:
-        Levantei, tomei o café e corri para o trabalho.
-        Não quis comer, nem sair, nem mesmo receber visitas.
Logo: conclui-se que o sentido de cada oração não se compromete:

P  Orações coordenadas assindéticas:
As orações estão simplesmente justapostas, ou seja, colocadas lado a lado, sem nenhum conectivo de ligação.
Exemplos:
-        Eu me casarei, terei uma nova vida, tudo de ruim ficará para trás.
-        As crianças estão com sono, não dormiram nada hoje.

 Orações coordenadas sindéticas:
São ligadas por uma conjunção coordenativa. De acordo com a conjunção empregada, as orações coordenadas sindéticas podem ser classificadas em:
1.      Oração coordenada sindética ADITIVA:
São aquelas que expressam a ideia de adição, soma, entre a oração principal e a coordenada. Quando o sujeito dessas orações for o mesmo, não se deve empregar a vírgula. As conjunções coordenativas aditivas são: e, nem, bem como, não só... mas também, não só... como também, não só... mas ainda, não só... bem como.
Exemplos:
-        Alimentou-se bem e foi trabalhar.
-        Não foi à festa nem ao jantar.
-        Não só venceu como também bateu o recorde da competição.

2.      Oração coordenada sindética ADVERSATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de oposição ou contraste em relação à oração anterior. Antes das conjunções adversativas, é obrigatório o uso da vírgula. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, antes (significando “pelo contrário”).
-        Exemplos:
-        Estudou bastante, mas não foi bem na prova.
-        Correu muito, porém não chegou a tempo.
-        Amou-me, todavia não soube me esperar.

3.      Oração coordenada sindética ALTERNATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de escolha ou alternativa em relação à oração principal. Quando há mais de uma oração iniciada por conjunção alternativa, usa-se vírgula, caso contrário, a vírgula passa a ser prescindível. As conjunções coordenativas alternativas são: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
Exemplos:
-        Volte no horário ou não sai mais.
-        Ou você vai à festa, ou você vai ao show.
-        Ora comia, ora falava.

4.      Oração coordenada sindética CONCLUSIVA:
São aquelas que expressam a ideia de conclusão com relação ao que foi dito na oração anterior. As orações coordenadas conclusivas são sempre precedidas por vírgula. Conjunções coordenativas conclusivas: portanto, logo, por isso, por consequência, por conseguinte, então, pois (somente após o verbo da oração coordenada ou entre elementos articuladores). Essas conjunções não necessariamente precisam vir no início da oração coordenada, mas caso elas venham deslocadas dessa posição devem ser colocadas entre vírgulas.
Exemplos:
-        Você é o único que cozinha, é, pois, você que fará o almoço.
-        João passou na entrevista de emprego, portanto será admitido.
-        Perdeu a corrida, logo não levou o prémio.
5.      Oração coordenada sindética EXPLICATIVA:
São aquelas que explicam ou justificam a oração anterior. Emprega-se vírgula para introduzir tais orações. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, porquanto, que, pois (sempre antes do verbo).
Exemplos:
-        Espere um tempo, que isso se resolve já.
-        Não chegarei a tempo, porque o trânsito está engarrafado.
Não brinque com fogo, que você pode se queimar.

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