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TIPOS E FORMAS DE FRASES

 Frase: conceito

Para Neto & Infante “a frase se define pelo seu propósito de comunicação, isto é, pela sua capacidade de, num diálogo, numa tese, enfim, em alguma forma de comunicação linguística, ser capaz de transmitir o conteúdo desejado para a situação em que é utilizada.” Isso significa que Na fala, a frase apresenta uma entoação que indica com clareza seu início e seu fim; na escrita, esses limites são normalmente indicados pelas iniciais maiúsculas e pelo uso de ponto (final, de exclamação ou interrogação) ou reticências. O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo desde estruturas linguísticas muito simples, como: Ai!.
As frases de estrutura mais complexa geralmente se organizam a partir de um ou mais verbos (ou locuções verbais). A frase, ou a parte de uma frase, que se organiza a partir de um verbo ou locução verbal recebe o nome de oração. A frase estruturada em orações constitui o período, que pode ser simples (formado por apenas uma oração) ou composto (formado por duas ou mais orações).

Frases simples

É constituída por uma só oração (com um só verbo em tempo finito).
Ex: - A vida (vale) muito pouco neste país.
Trata-se de um período simples, formado por apenas uma oração organizada a partir da forma verbal destacada.

Frases complexas

É constituído por duas ou mais orações (com dois ou mais verbos em tempos finitos).
Ex: - A vida neste país (vale) tão pouco (que) não se (sabe) (se) (há) limite para o pior.
Trata-se de um período composto, formado por três orações organizadas a partir dos verbos destacados e conectadas pelas conjunções grifadas.
Em rigor, não há frase sem verbo, pois o verbo é o fulcro de um iniciado ou de uma afirmação. Pode, no entanto, o verbo mão se encontrar em expresso; subentendendo-se espontaneamente para encontrar o sentido.
Ex: bela coisa a ginástica!
É fácil entender esta frase de ela; imaginando o verbo: bela coisa. (é) a ginástica.
-as frases em que como nesta, subentendido um elemento fundamental de oração, chama-se frases elípticas. É clara que as frases elípticas ganham expressividade, são frequentemente sobretudo na linguagem oral:
- Que é isto? Constituição? Perguntou Carlos.
- Tudo – disse o Marques, pondo-se a caminhar ao lado dele com uma lentidão moribundo – deitei-me tarde. Cansaço. Dores no lado um barrar.
Existem frases constituídas por uma única palavra, que por vezes, nem sequer é um verbo, nem mesmo um substantivo fora!...
Só o contexto em que esta, ou outra palavra – frase é dita nas poderá dar a chave da interpretação. Por uma senhora, em sua casa, a um homem que lhe dirige com palavras inconvenientes. Neste cão, compreendemos assim: ponha-se fora da minha casa!

Tipos de frases

De acordo com a intenção do emissor podem considerar-se as seguintes tipos de frases: declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas.

Frases interrogativas

São frases que formão uma interrogação, directa ou indirectamente:
- Houve entre ti e o Dâmaso alguma pedra (int. directa) a Leça perguntou o Carlos se tinha havido alguma pega entre ele e Dâmaso (int. indirecta).
A interrogativa directa é fechada por um ponto de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final de interrogação e a indirecta, geralmente, por um ponto final.

São frases que informam acontecimentos ou sobre situações. São geralmente fechadas por ponto final.

São as frases que exprimem algo que tem haver com ponto, admiração, alegria, raiva, numa palavra emoção:
Ex: que delicia! Oh, que prazer.
 As exclamativas são fechadas quase sempre por pontos de exclamação e nelas aparecem frequentemente as interjeições.
As frases exclamativas abundam no discurso dominado pela função emotiva.

São as frases que exprimem ordem, pedido, conselho, exortação.
Ex: larga a bomba, rapaz.
- Saiam daqui todos!
- Lutar, rapazes!...
As frases imperativas são fechadas por um ponto final, ou por um ponto de exclamação, ou por reticências. Os modos verbais usados podem ser imperativos (mais vulgares), o conjuntivo e (mais raramente) o infinitivo.


Formas de frases

Frases activas e passivas.
Ex: João acabou a licenciatura (voz activa).
- A licenciatura foi acabada pelo João (voz passiva).

Frases afirmativas/ frase negativa

Ex: Maria é licenciada (afirmativa);
- A Amélia não é licenciada (negativa)
 Relacionados tipos de frases as formas de frases, teremos a base.
Ex: Camões escreveu os lusíadas.
- Os lusíadas foram escritos por Camões.
Podendo multiplicar indefinidamente concluiríamos que se pode estabelecer o seguinte quadro geral de tipos e formas de frases.
Tipos de frases
Formas de frases
Frases declarativas
 Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases interrogativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases exclamativas
Activas
Afirmativas e negativas
Passivas
Afirmativas e negativas
Frases imperativas
Activas, passivas, poucos usados
Afirmativas e negativas
A distinção de tipos de frases não podem considerar-se de forma rígida com efeito, há frases que tem um pouco de vários tipos.
Ex: que multidão enlouquecido ou absorveu em frente da câmara!
Há um pouco de declarativo e interrogativo, muito de exclamativo nesta frase.
Embora voz passiva de frases imperativas sejam muito rara, ele existe, em frases, como esta: vocês querem ser castigados, então sejam castigados.


Oração

Oração é todo conjunto linguístico que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal, apresentando sujeito e predicado. O que caracteriza a oração é o verbo, não importando se tal oração tenha sentido ou não sozinha.
  • Oração absoluta: quando a oração representa uma frase completa que é, no caso, uma frase verbal.
O menino sujou sua camisa.
  • Oração coordenada: quando há equivalência sintáctica entre as orações; elas podem ser separadas sem perder o sentido.
Ele não concordou com a menina e a deixou.
  • Oração subordinada: quando há uma hierarquia, uma dependência sintáctica entre as estruturas oracionais.
Querendo ou não, ele aceitou as escolhas da esposa para que o casamento continuasse.
Em cada um dos componentes maiores do período (ou frase), com o qual se faz uma afirmação. A oração coincide com o período (ou frases), simples ( um período uma oração).
Ex: o Pedro chamou a professora.
O grupo de predicado e o grupo do sujeito. O verbo (predicado) é o fluxo da oração:
O Pedro
1.      O grupo do sujeito (grupo nominal)
2.      Grupo de predicado (grupo verbal)
A cada um destes dois núcleos podem acrescentar-se adjuntas, quer nominais quer adverbiais, sem que o período deixe de ser uma frase simples:
O nosso Pedro chamou, da rua, a professora.
Ao núcleo de sujeito acrescentou-se o adjunto (nominal) nossa é ao núcleo do verbo, adjunto verbal da rua, enquanto nossa determina Pedro, da rua exprime, em relação em acção do verbo, uma circunstância de lugar (complemento circunstancial de lugar)

5. Período

O período é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:
  • Simples: quando constituído de uma só oração (um verbo ou locução verbal).
João ofereceu um livro a Joana.
  • Composto: quando é constituído de duas orações (dois verbos ou locuções verbais). Os períodos compostos são formados por coordenação ou por subordinação.
O povo anseia que haja uma eleição justa.
  • Misto: quando é constituído por três ou mais orações (três ou mais verbos ou locuções verbais), apresentando a mistura da coordenação e da subordinação.
Ele amava e sufocava a vida da mulher que libertara da prisão.
(1ª e 2ª orações são coordenadas; a 3ª oração é subordinada à 2ª)

6. Elementos fundamentais da oração do predicado e sujeito

  • O predicado

É o que se afirma acerca do sujeito. O predicado expressa por uma forma verbal (quem pode estar subentendida).
Ex: eu sou professor. Eu tenho um carro novo.
O predicado verbal é constituído por um verbo de significação definida, que constitui predicado só por si.
Ex: as aves cantam na floresta.
- Os pedreiros constroem um prédio.
Predicado nominal é constituído por um verbo de significação e definida que precisa de predicativo do sujeito para completar a sua significação.
O predicado do sujeito (substantivo, adjectivo, pronome, adverbio ou expresso adverbial) acompanha o verbo, mais refere-se sempre ao sujeito.
Ex: o homem é racional.
·         O sujeito - o homem
·         Predicado nominal – é racional
·         Predicado do sujeito – racional.
Ex: o rapaz parece inteligente.
- O cão é um animal.
São de significação indefinida (constituído predicados nominais) os seguintes verbos ser estar.
·         Ser, estar, aparecer, continuar, ficar, permanecer.
Apareceu morto. Estavam perdidos. Eles não ficaram sem premio.
·         Os verbos transitivos seguintes (e outras de significação equivalente), se estiverem na voz passiva:
A chamar                    dominar                     reputar
Apelidar                     eleger                          sagrar
Apresentar                  fazer                            supor
Chamar                       tornar                          constituir
Considerar                  declarar

  • Sujeito

É o ser (coisa, pessoa ou animal) acerca do qual se faz uma afirmação.
Ex: A Sandra é inteligente.
- A terra é um planeta
O sujeito pode ser expressado por um substantivo ou palavra substantivo, um pronome, ou ate por uma oração.
Ex: o cantor entusiasmou o público.
O adjectivo cantor está aqui como substantivo, assim como o numeral uma centena e o infinito rival, a primeira oração da última frase (integrante – substantivo) é o sujeito da segunda (incontestável) que é a oração principal.
O sujeito pode ser constituído por uma palavra (sujeito simples) ou por varias palavras (sujeito composto).
Ex: o burro é um animal submisso (sujeito simples).
- O cão, o gato e o burro são animais domésticos (sujeito composto).
Sujeito indeterminado – a indeterminação do sujeito pode exprimir-se de varias maneiras:
Ex: esta muita gente na igreja.
Pessoas do plural – amanha vamos votar.

Elementos complementares da oração

Além do sujeito e do predicado, indispensáveis a qualquer oração outros elementos a que apesar de complementares, aparecem em muitas orações dependendo uns dos verbos (complementos do verbo) e outros do nome (complementos do nome).
Complementos do verbo
Complementos do nome
·         Complemento directo
·         Predicativo do complemento directo
·         Agente da passiva
·         Complementos circunstanciais
·         Aposto
·         Complemento determinado
·         Atributo


Complemento do verbo

Complemento directo – é o se (pessoa, animal ou coisa) sobre que recai directamente acção do verbo. Pode ser expressa por uma palavra, uma expressão ou até uma oração.
Ex: comprei um automóvel
- A tua mulher ama-te.

Oração subordinadas

Podem assumir diferentes funções sintácticas na frase que as assemelham as expressões nominais, adjectivas ou adverbiais. Como tal constituem-se as seguintes tipologias de orações subordinadas: subordinadas substantivas, subordinadas adjectivas e subordinadas adverbiais.
As orações subordinadas substantivas desempenham a função sintáctica do sujeito ou complemento de um verbo, um nome ou um adjectivo.
·         A oração subordinada substantiva completiva: pode constituir um sujeito ou um complemento do verbo, do nome ou do adjectivo. Existe uma relação de dependência da oração subordinante completiva, isto é, o que está completo e o seu sentido. Complemento do verbo, as orações substantivas completivas ocorrem com:
P  Verbos declarativos (no indicativo): afirmar, declarar, dizer.
P  Verbos epistémicos (no indicativos): pensar, saber.
P  Verbos volitivos e optativos (no conjuntivo): querer, desejar.
As orações subordinadas substantivas completivas típicas ficam-se em:
-        Infinitivas: o verbo está no modo indicativo, conjuntivo ou condicional. São introduzidas por:
Que
-        Infinitivo
-        Conjuntivo
-        Condicional
-        Afirmou que chegava atrasado;
-        Desejas que venhas connosco de férias.
Se
-        Infinitivo
-        Condicional
-        Perguntou-me se venho amanhã;
-        Quis saber se seria possível antecipar a consulta.

Oração subordinada adjectiva

Relata e explica o antecedente da oração subordinada adjectivo relata explicativo e semanticamente definido, podendo ser constituído por nome próprio um pronome pessoal ou grupo nominal iniciado por determinante demonstrativo ou possessivo.
A oração subordinada adverbial estabelece a sua relação estrutural com a oração subordinante ocupando uma posição típica de advérbios. Oração subordinada adverbial pode ocorrer a esquerda, a direita ou no interior da oração subordinante desempenhando a função sintáctica de modificador da frase ou do grupo verbal. 
Ex: quando nos conhecemos eras muito magro.

Orações coordenadas

As orações coordenadas são aquelas que, apesar de apresentarem uma relação de sentido no contexto geral do período, podem ser entendidas individualmente, pois são sintacticamente independentes. Em outras palavras, se separarmos as orações coordenadas de um dado período, o sentido particular de cada uma delas não fica comprometido.
Exemplos:
-        Levantei, tomei o café e corri para o trabalho.
-        Não quis comer, nem sair, nem mesmo receber visitas.
Logo: conclui-se que o sentido de cada oração não se compromete:

P  Orações coordenadas assindéticas:
As orações estão simplesmente justapostas, ou seja, colocadas lado a lado, sem nenhum conectivo de ligação.
Exemplos:
-        Eu me casarei, terei uma nova vida, tudo de ruim ficará para trás.
-        As crianças estão com sono, não dormiram nada hoje.

 Orações coordenadas sindéticas:
São ligadas por uma conjunção coordenativa. De acordo com a conjunção empregada, as orações coordenadas sindéticas podem ser classificadas em:
1.      Oração coordenada sindética ADITIVA:
São aquelas que expressam a ideia de adição, soma, entre a oração principal e a coordenada. Quando o sujeito dessas orações for o mesmo, não se deve empregar a vírgula. As conjunções coordenativas aditivas são: e, nem, bem como, não só... mas também, não só... como também, não só... mas ainda, não só... bem como.
Exemplos:
-        Alimentou-se bem e foi trabalhar.
-        Não foi à festa nem ao jantar.
-        Não só venceu como também bateu o recorde da competição.

2.      Oração coordenada sindética ADVERSATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de oposição ou contraste em relação à oração anterior. Antes das conjunções adversativas, é obrigatório o uso da vírgula. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, antes (significando “pelo contrário”).
-        Exemplos:
-        Estudou bastante, mas não foi bem na prova.
-        Correu muito, porém não chegou a tempo.
-        Amou-me, todavia não soube me esperar.

3.      Oração coordenada sindética ALTERNATIVA:
São aquelas que expressam a ideia de escolha ou alternativa em relação à oração principal. Quando há mais de uma oração iniciada por conjunção alternativa, usa-se vírgula, caso contrário, a vírgula passa a ser prescindível. As conjunções coordenativas alternativas são: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
Exemplos:
-        Volte no horário ou não sai mais.
-        Ou você vai à festa, ou você vai ao show.
-        Ora comia, ora falava.

4.      Oração coordenada sindética CONCLUSIVA:
São aquelas que expressam a ideia de conclusão com relação ao que foi dito na oração anterior. As orações coordenadas conclusivas são sempre precedidas por vírgula. Conjunções coordenativas conclusivas: portanto, logo, por isso, por consequência, por conseguinte, então, pois (somente após o verbo da oração coordenada ou entre elementos articuladores). Essas conjunções não necessariamente precisam vir no início da oração coordenada, mas caso elas venham deslocadas dessa posição devem ser colocadas entre vírgulas.
Exemplos:
-        Você é o único que cozinha, é, pois, você que fará o almoço.
-        João passou na entrevista de emprego, portanto será admitido.
-        Perdeu a corrida, logo não levou o prémio.
5.      Oração coordenada sindética EXPLICATIVA:
São aquelas que explicam ou justificam a oração anterior. Emprega-se vírgula para introduzir tais orações. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, porquanto, que, pois (sempre antes do verbo).
Exemplos:
-        Espere um tempo, que isso se resolve já.
-        Não chegarei a tempo, porque o trânsito está engarrafado.
Não brinque com fogo, que você pode se queimar.

Classificação dos Ossos

2.3 Classificação dos Ossos

Segundo a localização topográfica dos ossos, podemos classificá- los em ossos axiais e apendiculares. Os ossos axiais são aque-les que formam o eixo principal do corpo, é o caso dos ossos da cabeça, do pescoço e do tronco, enquanto que os ossos apendiculares formam os apêndices do corpo, isto é, estão localizados nos membros superiores e nos membros inferiores.
A classificação que faremos a seguir leva em consideração a forma
(morfologia) dos ossos pelo fato de eles apresentarem características morfológicas diferentes. Por isso, eles são classificados quanto à sua forma em: longos, alongados, planos, irregulares e curtos. Existem ainda alguns ossos que, por suas características funcionais, podem ser classificados à parte. É o caso dos ossos pneumáticos e os sesamóides.
a)       Ossos longos
São aqueles ossos em que o comprimento é maior do que a largura e a espessura, além disso, eles apresentam como característica principal a presença de canal medular. Outras características que encontramos nos ossos longos (veja a Figura 2.2) são a presença de um corpo (diáfise), de duas extremidades (epífise distal e proximal), de uma região de transição entre as epífises e a diáfise

(metáfise distal e proximal) e de uma cavidade na diáfise que aloja a medula óssea (canal medular). Esses ossos estão situados nos membros superiores e inferiores como o úmero, o rádio, o fêmur e a tíbia etc.
a)       Ossos alongados

São aqueles ossos em que o comprimento predomina sobre a argura e a espessura, só que esse tipo de osso não possui canal medular. Esses ossos são representados pelas costelas e pelas clavículas, conforme ilustra a Figura 2.3.

b)      Ossos planos ou laminares
São aqueles ossos cujo comprimento e largura predominam sobre a espessura. Esses ossos estão localizados principalmente na calota craniana, como é o caso do osso parietal, e nas raízes dos membros superiores e inferiores, como é o caso do osso da escápula e o osso do quadril, respectivamente (veja a Figura 2.4).



c)       Ossos curtos
São aqueles ossos em que o comprimento, a largura e a espessura se equivalem. A Figura 2.5 a seguir mostra exemplos desses ossos distribuídos principalmente na mão e no pé.


d)      Ossos irregulares
São ossos que apresentam uma forma diferente de qualquer figura geométrica conhecida. Ossos localizados na coluna vertebral
(vértebras) e na cabeça (mandíbula) são exemplos que caracterizam os ossos irregulares (veja a Figura 2.6).

e)       Ossos pneumáticos
São aqueles ossos que apresentam uma cavidade interna contendo ar. Essa cavidade é revestida de mucosa e denominada de seio. Encontramos esses ossos situados adjacentes à cavidade nasal.
É o caso dos ossos: frontal, maxila, etmóide e esfenóide, todos localizados no crânio e na face, conforme visto na Figura 2.7.
a)       Ossos sesamóides
São pequenos ossos que se desenvolvem dentro de tendões ou da cápsula articular. Ossos que se desenvolvem na substância dos tendões são denominados de intratendíneos, e os que se desenvolvem na substância da cápsula articular são chamados periarticulares.
A patela (veja a Figura 2.8) é um exemplo específico de osso sesamóide intratendíneo. O pé e a mão são os locais mais comuns onde se encontram ossos sesamóides periarticulares.



Osteologia comparada

2. Osteologia comparada

A Osteologia é a parte da Anatomia que estuda os ossos. O corpo humano possui 206 ossos classificados em ossos axiais e apendiculares. Os ossos axiais localizam-se na cabeça, no pescoço e no tronco, e os ossos apendiculares localizam-se nos membros superiores e inferiores.
O esqueleto tem a importante função de sustentar e dar forma ao corpo. Ele torna possível a locomoção e protege os órgãos internos. Nesta etapa você entrará em contato com os conceitos referentes a ossos e esqueleto e assim poderá classificar e descrever os ossos quanto à sua forma: seus acidentes, sua vascularização, sua arquitetura e seu revestimento. Será capaz de identificar e classificar os tipos de esqueleto, bem como descrever suas funções. E conhecerá mais especificamente os ossos do esqueleto axial e apendicular.

2.1. Generalidades e Conceitos

O sistema esquelético forma um arcabouço ósseo importante na proteção das vísceras, na conformação e na sustentação do corpo, no sistema de alavancas biológicas, na produção de células sanguíneas, além de ser o depósito de íons Ca e P.
O termo “osteologia” deriva do grego “osteon”, que significa osso, e “Logus”, que significa estudo. Então, podemos dizer que Osteologia é a parte da Anatomia que estuda os ossos. Por outro lado, os ossos são estruturas rígidas, esbranquiçadas, constituídas de tecido conjuntivo mineralizado e que reunidas entre si participam na formação do esqueleto. Portanto, ao conjunto de ossos e cartilagens que reunidos entre si dão conformação ao corpo, proteção e sustentação de partes moles damos o nome de esqueleto

2.2. Número de Ossos do Corpo Humano


O nosso corpo possui 206 ossos, mas esse número pode variar levando-se em consideração dois fatores. O primeiro critério é o fator etário, em que o indivíduo pode apresentar ossos que não se fundem, permanecendo separados na vida adulta. Por exemplo, o osso frontal pode permanecer separado por uma sutura na vida adulta. O segundo fator é o critério de contagem, neste caso, o anatomista pode ou não considerar alguns ossículos como parte da constituição do esqueleto. O exemplo mais comum são os ossículos da orelha média (ouvido), que para alguns anatomistas são considerados e para outros não são computados durante a contagem dos ossos do corpo.


REFERÊNCIAS
Anatomia Comparada: Sistema Esquelético, disponível em:
DUARTE, Hamilton Emídio Anatomia Humana, BIOLOGIA/EAD/UFSC, Florianópolis,
2009.
Faculdade e Escola Técnica Egídio José da Silva Fategídio, Apostila de Anatomia e Fisiologia Humanas, S/E, Maio/2009
PIRES, Gustavo Martins, Osteologia, disponível em:

Relação da Didáctica Com Outras Ciências

Segundo Tavares(2011:13), Didática é a parte da Pedagogia que utiliza estratégias de ensino destinadas a colocar em prática as directrizes da teoria pedagógica, do ensino e da aprendizagem.

Didáctica é um ramo da ciência pedagógica que tem como objectivo de ensinar métodos e técnicas que possibilitam a aprendizagem do aluno por parte do professor ou instrutor. É uma disciplina prática ainda que tenha como base as teorias pedagógicas que analisam os métodos mais convenientes a aplicar-se. A didáctica concretiza estes métodos em situações específicas escolhendo os melhores caminhos em cada caso para chegar a uma determinada meta. (idem).
Para Tavares (2011), didáctica significa simplesmente ensinar, explicar e instruir ao aluno com técnicas de explicação para melhor formação do mesmo nos âmbitos de estudos ao que se há proposto. Didáctica é uma disciplina pedagógica concentrada no estudo dos processos de ensino e aprendizagem, que busca a formação e o desenvolvimento instrutivo e formativo dos estudantes.
Segundo Tavares (2011), citando Libâneo, diz que a didáctica é o principal ramo de estudo da Pedagogia. Ela investiga os fundamentos, as condições e os modos de realização da instrução e do ensino. A ela cabe converter objectivos sociopolíticos e pedagógicos em objectivos de ensino, seleccionarconteúdos e métodos em função desses objectivos.

Relação da didáctica com a Sociologia


Segundo o Modulo da UCM (2010), a didáctica relaciona –se com varias outras ciências como a sociologia, está indica as formas de trabalho que permitem desenvolver a solidariedade, a liderança, a responsabilidade, no contexto de iterações sociais, pois a aprendizagem acontece no contexto socialmente construído o que implica reconhecer o papel dessas relações na educação dos alunos.

Relação com a Biologia
A biologia orienta sobre o desenvolvimento físico, e os índices de fadiga dos alunos, a nutrição e a herança também tem seu peso na aprendizagem. (idem).

Relação com a Psicologia

A psicologia indica a didáctica as oportunidades que melhor favorecem a expansão ou desenvolvimento da personalidade bem como os processos que melhor garantem a efectivação da aprendizagem. UCM (2010)

Relação com Filosofia

Uma doutrina pedagógica fundamenta-se numa teoria filosófica, ou seja, toda pedagogia supõe uma filosofia. O valor da nossa doutrina de educação depende da nossa concepção do homem e da vida. A didáctica, como parte da pedagogia,
Também está colocada numa concepção filosófica. Até o século XIX, fundamentava-se exclusivamente na filosofia. No século passado, a psicologia atingiu o status de ciência. Assim, os aspectos filosóficos da didácticapassaram a fundamentar-senas ciências do comportamento, em especial, na psicologia ena biologia.
Nesse aspecto, há uma relação directa entre filosofia epedagogia. A filosofia, entendida como reflexão sistemáticasobre a concepção da vida, e a pedagogia, como reflexãosistemática sobre o ideal da educação e da formaçãohumana de uma sociedade. A didática, por sua vez, comoparte integrante da pedagogia, também se baseia numaconcepção de homem e sociedade, portanto, subordina-se apropósitos sociais, políticos e pedagógicos para a educaçãoescolar, a serem estabelecidos em função da realidade socialde cada povo.Disponível em (http://books.google.co.mz/books?id=0vf-up72K7gC&pg).

Relação com a Pedagogia

Pedagogia é uma ciência que tem como objecto de estudo a educação. Claro que a palavra se utiliza para designar curso, ou disciplina, mas é mesmo uma ciência, infelizmente influenciada por muitos pseudocientistas ou charlatões que se acham no direito de dissertar sobre educação. Pedagogia é a ciência que tem por objecto de estudo a Educação, o processo de ensino e aprendizagem. O sujeito é o ser humano enquanto educando.Para tal a pedagogia apoia –se da didáctica para lhe fornecer técnicas, métodos e meios de ensino. 

Depreciação pelo método de linha recta

3.5.1. Método da linha recta

Neste método, o encargo anual é o mesmo para todos os anos da vida útil do activo, isto é, oferece o mesmo serviço durante cada um dos períodos de operação. O encargo por ano obtém-se dividindo a base de depreciação entre o total de anos de serviço, isto é:
 onde:
  • R, representa a depreciação linear;
  • C, é o preço de aquisição (preço original);
  • Cn, o valor de resgate (residual); e
  • n,  a vida útil do activo em anos.

Da relação fundamental, podemos concluir que:
Neste método, o encargo anual é o mesmo para todos os anos da vida útil do activo, isto é, oferece o mesmo serviço durante cada ano dos períodos de operação. O encargo anual obtem-se dividindo a base de depreciação e o total de anos de serviço.
Exercício 01: depreciação anual 
A CETA lda., comprou uma máquina niveladora no valor de 121.000,00 Mts. Se estima que está terá 5 anos de vida útil e 13.200 Mts de valor de resgate (residual). Usando o método de linha recta, pretende-se obter a depreciação anual e a representação do respectivo quadro de depreciação. 
Resposta: a máquina depreciará anualmente em 21.560 meticais, durante os 5 anos em que estará em serviço.
Assim, o quadro de depreciação da máquina niveladora será o seguinte:
Note-se que:
  • Na terceira coluna está depreciação acumulada, que resulta da soma de depreciações anuais até esse período.
  • Na quarta conluna encontramos o valor contábil, que se obtém achando a diferença entre o preço de aquisição (valor original) e a depreciação acumulada.
  • O valor contabilístico, é o valor do activo no final de qualquer período.
O valor contabilístico ao final do k-ésimo ano, no método de linha recta, é dado pela seguinte expressão:


NOTA:
O artigo completo contempa os seguintes itens:




Depreciação e métodos de cálculo da depreciação

Com excepção dos terrenos e alguns outros bens, o valor de quase todos os activos se reduz com o tempo desde o momento da sua aquisição ou no momento em que começa a sua utilização. Esta perda de valor denomina-se depreciação e é causada princpalmente pelo uso, insuficiência do próprio bem.
No artigo em anexo a esta postagem, arrolamos sobre a Depreciação e seus métodos de cálculo. É conveniente e de gande utilidade, dispor de diferentes métodos para depreciar os activos e estimar o seu valor real em qualquer momento.
Trazemos neste, os métodos mais usuais para calcular os encargos da depreciação tendo em conta que, geralmente, se avaliam em períodos anuais.
Em cada um dos métodos em alusão, envolve-se o aumento que ocorre no valor de activos devido à inflação e outros factores que levam a que, ao longo do tempo, o bem seja comercializado a um preço superior ao estabelecido na lei, mesmo considerando os efeitos da depreciação. 

Para VILALLOBOS (2007: 532), “é a perda de valor de um activo fixo e tangível, em consequência de sua insuficiência, uso ou obsolescência”.

A depreciação constitui um gasto períodico, geralmente anual, por isso que constitui uma renda e se denota por R.


Factores causadores da depreciação

São vários os factores que causam a depreciação. Dentre eles, destaca-se o envelhecimento de equipamentos não só pelo uso, mas também, principalmente, pelo avanço tecnológico.

Tipos de depreciação

·        Real
É a diferença entre o preço de aquisição de um bem antes do uso e o seu valor residual ou resgate após determinado tempo de uso, é naturalmente difícil de ser calculada e de levar em consideração a correção monetária do período em análise. (CASTANHEIRA & MACEDO, 2006: 140)
·        Teórica
Este tipo de depreciação é mais fácil de ser calculada, uma vez que se utiliza fórmulas preestabelecidas. (Idem) 


Métodos de depreciação

Os métodos mais usuais para o cálculo da depreciação são os seguintes, que se classificam em três grupos:

1. Com médias
·        De linha recta ou linear;
2. Com encargos decrescentes
·        De soma de dígitos
·        De taxa fixa
3. Com juros compostos

·        De fundo de amortização.



UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


No "pobre Moçambique" viver do salário é algo que se mostrou impossível nos últimos tempos. Milhões de moçambicanos, funcionários têm o seu rendimento mensal dependente do Estado. Poucos são os que se lembram do antigo e sempre novo ensinamento: "da terra originastes, da terra alimentarte-eis, da terra sereis próspero". 


Anos passaram-se, muitos dos que apostaram no emprego decente como a única forma de aquisição da riqueza vê-se obrigados a regressar aos campos de cultivo pois o salário não sai. E se sai, este não cobre as necessidades mais importantes no seio das famílias devido a subida do preço dos bens e serviços. 


A moderna sociedade moçambicana é caracterizada por possuir um excesso de preferências no consumo de bens e serviços essenciais. Isto porque maior parte da classe trabalhadora veio do campo, cansada dos velhos hábitos, da vida medíocre que levavam, das condições alimentares e ambientais precárias. 


Estes pensam estar um passo à frente quando na verdade deram dois passos para trás. Preferem passar o tempo num escritório com boas condições de ventilação mas sem rendibilidade - esta é a preguiça mental, que faz com que ao aproximarmo-nos dos dias 23 de cada mês teçamos reclamações sobre Estado com as mãos a coçar na cabeça, enquanto nos dias anteriores estavam ou encontravam-se nos bolsos, ou sobre uma secretária, ou por entre as pernas.


Nos campos, as mamanas e os papás gritam: "as nossas terras ainda são produtivas. Há de cair sobre o campo a chuva de que tanto precisamos". Nos centros urbanos ouve-se um eco dos assalariados: "as minhas mãos não voltaram a tocar o cabo de enxada. Fazer machamba, eu?" 
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De Alberto Traquinho

TEMA INDEFINIDO




Quotidianamente deparo-me com situações constrangedoras. Umas advindas da carne e outras da alma. 
Em mim encontro uma batalha que pouco sei dizer sob quais circunstâncias iniciou. 
Da alma soam vozes alertando-me sobre as possíveis consequências dos meus actos e factos. Da carne nascem vontades e ilusões que seduzem os meus olhos, atacam a consciência, afugentando a razão.
Em cada parir do sol, sinto que a minha mente embebeda-se do vinho da imperfeição que a natureza humana oferece. Aos muitos a satisfação da parte carnal encarrega-se de arrastar-me ao ponto morto da perfeição. 

De alma dominada e coberta por uma nuvem negra que acompanha os meus dias de juventude, somente penso em diversão como a direcção certa. 

Com miolos dispersos em partes incertas do corpo, pensando com as mãos e agindo com a boca os dias se passam sem ao menos olhar para o lado recto da vida. É como se os olhos tivessem sido rodados à 180° graus, marcando passos para frente enquanto olho a traseira da natureza. Esqueço-me que o futuro depende em grande parte do que se vê à frente, nos lados e não de eventos passados.

"Todo passado já foi presente. O reflexo facial (vida futura) é resultado de uma visão frontal (vida presente)". Alberto Saué (2015)