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Comércio: Evolução da actividade comercial



2. Comércio

2.1. Conceito

O comércio é uma atividade de natureza económica que engloba o intercâmbio e a movimentação (mobilização) de bens do produtor aos centros de consumo. Consiste, em fim, fim, na compra e venda de bens ou mercadorias derivadas basicamente de atividades primárias e secundárias. A sua finalidade é a distribuição dos bens produzidos.
O comércio foi desde sempre considerado o meio mais efetivo na busca de complementaridade e cooperação entre as diferentes nações do mundo em termos económicos, sociopolíticos e culturais.
  • O comércio a retalho – consiste na venda de bens em quantidades relativamente pequenas ao público em termos latos, por vezes, entende-se como o fornecimento ao consumidor de serviços pessoais (por ex: cabeleleiros, lavandarias) ou profissionais (ex: bancos, consultórios jurídicos).
  • Comércio grossista é uma atividade intermediária entre o produtor e o retalhista.
  • Comércio em trânsito – é o trafego que passa de um país para outro através de um terceiro.

2.2. Evolução da atividade comercial

Os primeiros momentos caracterizam-se pela exploração do ambiente natural para a satisfação das necessidades básicas do homem.
No início, o comércio processava-se por simples troca. Com o passar do tempo, dependendo dos locais. Ao longo da história do comércio foram-se registando, de tempos a tempos, oscilações nesta atividade como resultado de diversas realidades políticas, económicas e sociais.
  • Na mesopotâmia
No primeiro milénio a.C., as casas comerciais gozavam de muita influencia tanto no comercio interno como no comércio externo.
O comércio era o elemento vital da vida da comunidade de tal forma que obrigou o governo a supervisionar as atividades comerciais. O código de Hamurabí, por exemplo, sujeitava a um regulamento.
  • No império Romano
As classes dirigentes e os ricos proprietários de terras, pouca afinidade tinham com os negócios. A ingerência do Estado reduzia-se ao mínimo. Os comerciantes eram inteiramente livres de agir a vontade.
  • Na China
A atividade agrícola tinha relação com mercado, o que pode ser espelhado pelo fato de o cultivo da terra, em determinado momento, passar a ser feito com um objetivo comercial.
No início da era cristã, o comércio ainda era encarada com desconfiança.
O “estatuto do comércio” sujeito à supervisão e regulamentação governamental os horários comerciais, a qualidade das mercadorias e a categoria dos preços. Foram estabelecidos armazéns estatais com o fim de estabilizar os preços das mercadorias básicas e obter lucro para o Governo.
Entretanto, a atividade comercial dos muçulmanos, concretamente a dos árabes era considerada superior á dos chineses.
  • Na europa
Na cidade de Antuérpia, negociantes de todos lados e de qualquer região eram pra lá atraídos. No século XVII, o porto de Amesterdão, que sucedeu ao de Antuérpia, dispunha duma total liberdade mercantil tendo adquirido o monopólio dos produtos coloniais e transformando-se no maior mercado de metais preciosos; e então podiam circular sem entraves legais.
  • Na África Ocidental
A atividade comercial era desenvolvida entre as comunidades locais e regionais. As mercadorias provenientes do Norte era destinadas aos grandes mercados desta região africana. As minas de ouro, pela sua importância, constituíam fontes de abastecimento dos mercados mediterrâneos e europeus.

2.3. Elementos constitutivos ou básicos do comércio

a)      A mercadoria – é essencial para que o comércio ocorra, quer dizer, sem mercadoria não há comércio tanto ao nível interno ou externo. A mercadoria é comercializada em função da oferta e da procura da mesma.
b)     As vias de comunicação – têm vindo a evoluir com os avanços tecnológicos, permitindo um maior desenvolvimento dos transportes fornecendo deste modo as mercadorias à longas distâncias.
c)      O mercado – onde se efetua todo o tipo de transação, refere-se aos de produtos e valores. Ele é de diferentes tipos, isto é, a classificação é feita de acordo com o volume negociado, o que diz respeito as grandes transações para as empresas ou mercadorias, hipermercados e grandes armazéns.
A duração tem a ver com o facto de os mercadores poderem ser permanentes.
A abrangência geográfica, refere-se:
1)      Aos mercados locais que são aqueles cujo espaço é relativamente pequeno;
2)      Ao mercado interno, cuja área de influência abarca todo o país;
3)      Ao mercado internacional, cuja área de influência vai para além das fronteiras de um país, dando origem a uma determinada organização comercial.
4)      A influência e a publicidade, são também, elementos básicos por serem essenciais em matéria de comércio e atividade económica geral.

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