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Educação multicultural



2. Educação multicultural

A educação tem a missão de contribuir para que os alunos adquiram capacidades para o seu desenvolvimento como cidadãos na sociedade.
Portanto a educação multicultural parte da constatação e do reconhecimento da adversidade cultura em que a interacção entre culturas é um facto educativo.
Não há dúvidas de que a escola é um lugar onde se produz habitualmente um encontro entre culturas, devendo-se cuidar do processo educativo para que a interacção cultural produza um enriquecimento mútuo.
O termo multicultural na bibliografia anglo-saxónica não se reduz apenas na presença de varias culturas numa mesma sociedade, como assinalam os europeus. Trata-se de um termo amplo enque se incluem diversos modelos de intervenção educativa.

2.1. Modelos de educação multicultural

Não é fácil oferecer uma visão clara dos modelos que se podem agrupar sob epígrafe genérica de educação multicultural.
Os autores que trabalharam o tema oferecem diferentes classificações. Na classificação seguinte apresentam-se grandes abordagens e modelos a partir de uma progressão histórica. O critério fundamental seguido para as classificações destes modelos é a sua finalidade última.
Identificam-se as seguintes abordagens:
·         Manter a cultura hegemónica de uma determinada sociedade
A cultura dominante apresenta-se como norma de uma comparação das outras culturas.
Esta abordagem não contempla a contribuição cultural das minorias como riqueza que se deve manter nem muito menos compartilhar, mas aceita-se a convivência e poe-se a possibilidade de abrir a essas pessoas com mais  ou menos dificuldades a porta da cidadania.
·         Reconhecer a existência de uma sociedade multicultural
Para as minorias, nem a assimilação cultural nem a fusão cultural são aceitáveis como objectivos sociais últimos. Há que manter a diversidade e por isso a escola deveria preservar e alargar o pluralismo cultural, e que para que isso seja possível é necessário que se deem certas condições:
  • Existência de muitas culturas;
  • Não hierarquização das culturas;
  • Interação inter e intragrupos;
  •  A escola deve tender para facilitar a reconstrução de herança cultural dos diversos grupos;
  •  Os diversos grupos em contacto não devem perder a sua identidade cultural;
  •  Deve-se construir um espaço de vida comum. 
  •   Fomentar a solidariedade e a reciprocidade entre culturas
Nesta abordagem a escola prepara os alunos para viverem integrados numa sociedade onde a diversidade cultural é reconhecida como legítima, distingui-se pela solidariedade operativa e sobretudo por cultivar metodologicamente o diálogo.
  1. ·         Denunciar a injustiça provocada por uma assimetria cultural
Esta abordagem chamada socio crítica tenta criar uma sociedade mais justa, enfrentando a desigualdade cultural, social, e politica.
Ao longo da década de 80 produziu-se um forte movimento crítico em relação a educação multicultural. Os esforços por levar a cabo um currículo enriquecido por favorecer uma educação que integra-se as minorias respeitando a sua própria identidade e lutando contra os preconceitos existentes.

2.1.1. Classificação dos modelos

·         Currículo multicultural
Procura obter a modificação parcial ou total dos currículos escolar mediante a introdução de conteúdos multiculturais.
·         Modelo de pluralismo cultural
Tenta analisar a consciência da identidade das minorias e o reconhecimento dos seus próprios valores culturais através de práticas educativas próprias que originam cursos específicos e inclusive de escolas separadas.
·         Modelo de orientação multicultural
Trata-se de vincular a identidade pessoal ao desenvolvimento da identidade cultural das pessoas.

2.2. Projecto educativo em contextos multiculturais

Devera estabelecer atuações globais que se devem concretizar em projectos educativos que tenham em conta e favoreçam o desenvolvimento de valores, actitudes, sentimentos e comportamentos que se oponham aos estereótipos e preconceitos, e respeitem a riqueza da diversidade e a variedade cultural de uma sociedade plural.

2.3. Análise do contexto para evidenciar a diversidade étnico-cultural da escola

Tem como pressupostos a análise da diversidade cultural não apenas da própria escola, mas também da comunidade em que se encontra. Trata-se de uma análise quantitativa da presença das diversas culturas e qualitativa da consciência e da convivência da diversidade cultural.

2.4. O trabalho nas aulas multiculturais

Os professores sabem que os seus alunos são diferentes, como diferentes são as cores dos seus olhos, da pele, e as suas necessidades, interesses, capacidade, costumes. Esta diversidade vê-se afectada pela desigualdade de oportunidades sociais que os diversos grupos sociais têm sobre a orientação e o conteúdo destas mudanças há numerosos e recentes estudos internacionais. Neles se afirma a importância atribuída aos professores no desenvolvimento e evolução da mudança socio cultural que é levada a cabo em contextos multiculturais.

3. A formação de professores em educação multicultural

A actual situação multicultural da sociedade exige dos governos que aproximem as suas políticas educativas das necessidades sociais que se apresentam nos processos multiculturais e preparar os professores para atuar profissionalmente de forma adequada nos contextos multiculturais.
Diversos países foram introduzidos e vão introduzindo constantemente mudanças e inovações nos seus respectivos sistemas educativos para os adaptar melhor as novas necessidades.
O professor do sentido a mudanças quando o fundamenta no seu próprio conhecimento pratico, na sua própria experiencia. Exige –se um novo modelo de formação de professores para que possam funcionar adequadamente em contextos caracterizados pela diversidade cultural.
A formação dos professores é a chave da educação orientada para uma compreensão intercultural, mas não se deve esquecer que a pratica multicultural fecta todos os aspectos do funcionamento da escola

3.1. Um modelo de formação de professores

Actualmente é bastante habitual que os alunos procedam de diversas culturas ou ectinias. Por isso é necessário reposicionar a formação dos docentes e propor um novo modelo que lhes proporcione os conhecimentos, estratégias e actitudes necessárias para a abordar adequadamente.

3.2. Formação inicial de professores

Antes de mais é preciso considerar que os alunos que se estão a formar para serem professores possuem já algumas crenças interiorizadas em relação ao papel do professor, dos alunos dos processos de ensino /aprendizagem, portanto para que os alunos recebam uma boa educação, o docente deve ir analisando a sua pratica com fim de melhorar a maneira de trabalhar. Mas também deve recapitular os valores importantes que é necessário fomentar nas futuras gerações, como a solidariedade, a compreensão e cooperação.

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