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ORIGEM DO CONHECIMENTO



1. Introdução
O presente trabalho se desenvolve a partir do seguinte questionamento: qual a origem do conhecimento? Surgiu do racionalismo ou do empirismo?
A reflexão acerca dessas duas correntes, tem o intuito de dar uma visão panorâmica do pensamento da época de forma comparada e nunca isoladamente. Portanto, analisa-se e desenvolve-se linhas de pensamentos, tendo em vista o problema da fundamentação do conhecimento, a sua origem – empirismo ou racionalismo, o resgate de sua importância existencial, apresentando assim uma visão comparativa crítica do título em referência, culminando numa abordagem subsequente que converge as duas linhas de pensamento originárias.

















2. A Origem do Conhecimento
O homem sentiu, desde sempre, necessidade de explicar o mundo que o rodeia. Por isso, o problema do conhecimento foi colocado logo desde o início da filosofia grega.
Embora o conhecimento seja, não um estado mas sim  um processo e, como tal,    necessariamente relacionado com a actividade prática do homem (conhecer não é só possuir uma representação mental do mundo, é também actuar no mundo a partir da representação que dele temos), tradicionalmente, o conhecimento foi descrito como uma relação entre um  sujeito, enquanto agente conhecedor, e um objecto, enquanto coisa conhecida. Dois grandes o defende que não é o objecto em si que conhecemos mas o objecto tal como se nos representa. Em limite, não podemos saber sequer se há coisas reais, transcendentes ou exteriores ao espírito ou, se pelo contrário, tudo quanto existe está no espírito.
Descartes recusa a concepção realista do objecto defendendo um idealismo crítico.   
O conhecimento pode ser descoberto pelo pensar, adquirido quando ouvimos outros pontos de vista, inventado quando imaginamos e vivenciado quando experimentamos. A verdade pode ser uma só, mas o conhecimento é infinito. O conhecimento é o efeito da verdade. A verdade é a resposta e o conhecimento é a pergunta.
A verdade une, quer o absoluto mas o conhecimento separa e fragmenta.
A finalidade do conhecimento é despertar cada vez mais curiosidade e assim mais perguntas, mais conclusões e mais pensamentos. Por isso o conhecimento nunca se acaba, ele se prolonga em si mesmo. O homem briga pelo conhecimento por isso há tantas diversidades de opiniões e até personalidades.
O conhecimento não deixa de ser produto do próprio ego até quando explica sobre o próprio ego. Dizem que o homem caiu pelo conhecimento, mas ele mesmo não sabe qual é esse conhecimento. O homem já nasceu perdido no conhecimento antes ele já não sabia de nada desde criança, depois cresce e continua perguntando sobre sua vida, os mistérios  e nunca chega ao conhecimento para saciar o conhecimento da sede de sua alma profundamente. O homem por mais que conheça ao mesmo tempo não conhece.
Os que tentaram ir ao mais fundo penetrar na fonte ainda morreram com alguma pergunta, ou outros se adaptaram a própria resposta dentro do conhecimento de si mesmo.
Acredito que o ser humano já perdeu o controle sobre o conhecimento, pois este o está controlando cada vez mais. E o conhecimento por sua vez sempre foi infinito.

2.1. Origem do Conhecimento sob Empirismo e Racionalismo; Intelectualismo e Construtivismo  
2.1.1. O Problema da Origem do Conhecimento
De onde nos vêm as representações que nos servimos para compreender a realidade? De onde procede, fundamentalmente, o conhecimento? Para que o conhecimento se possa considerar um autêntico conhecimento, é preciso que seja universal e necessário e, ao mesmo tempo, se aplique à realidade, que é singular e contingente. De onde deriva o conhecimento, de modo a satisfazer estas duas condições? Se procede apenas da experiência satisfará a segunda, mas não a primeira - se é obtido só pela razão, terá carácter universal e necessário, mas não valerá da realidade.
Foi esta dificuldade que dividiu todos os filósofos em duas correntes opostas Empirismo e Racionalismo, que o Empírico - Racionalismo procura conciliar. O Empirismo diz-nos que o conhecimento provém fundamentalmente da experiência sensível e a esta se reduz, não podendo elevar-se acima dos dados experimentais - por isso se diz que o conhecimento é "a posteriori". O Racionalismo, pelo contrário, valoriza, sobretudo a razão, que organiza, unifica e dá sentido aos dados recebidos espontaneamente da consciência. O Racionalismo, não encontrando na experiência, singular e concreta, explicação para o carácter geral e abstracto do conhecimento, afirma que a razão recebe certas ideias gerais que lhe servem para conhecer a realidade, ou cria certos dados chamados apriorísticos, com os quais organiza e interpreta a experiência - por isso se diz que o conhecimento é “a priori”. Finalmente, a corrente Empírico-racionalista afirma que o conhecimento procede da experiência, mas não se reduz à experiência, para estes o conhecimento resulta dum processo de transformação de uma matéria-prima dada pelos sentidos e elaborada pela capacidade organizacional do sujeito.

2.2. O Racionalismo
Descartes, Leibniz e Spinoza são alguns dos representantes do racionalismo. Esta doutrina filosófica afirma que o conhecimento humano tem a sua origem na razão, que possui, ou representações inatas, ou capacidade de criar representações (Ideias gerais) dos objectos, às quais a realidade se submete. Deste modo, é sobre as ideias inatas que (segundo Descartes são as únicas que obedecem ao critério da clareza e da distinção) se constitui um conhecimento que pode ser considerado verdadeiro porque logicamente necessário e universalmente válido.
Os juízos determinados pela experiência não apresentam essas características, por isso, concluem os racionalistas, o verdadeiro conhecimento não pode fundamentar-se na experiência, mas sim na razão.
A matemática, um conhecimento predominantemente conceptual e dedutivo, é o modelo de conhecimento que serviu de base à interpretação racionalista, pois todos os conhecimentos matemáticos derivam de alguns conceitos gerais tomados como ponto de partida dos quais se concluem todos os outros, de acordo com as leis do pensar correcto, que foram definidas, como sabemos, pela ciência da lógica.

2.3. O Empirismo
Na filosofia, Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas.
O empirismo é a sabedoria adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objectivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõe o racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses.
Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado.
O termo tem uma etimologia dupla. A palavra latina experientia, de onde deriva a palavra "experiência", é originária da expressão grega εμπειρισμός. Por outro lado, deriva-se também de um uso mais específico da palavra empírico, relativo aos médicos cuja habilidade derive da experiência prática e não da instrução da teoria.
A doutrina do empirismo foi definida explicitamente pela primeira vez pelo filósofo inglês John Locke no século XVII. Locke argumentou que a mente seria, originalmente, um "quadro em branco" (tabula rasa), sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.
Historicamente, o empirismo se opõe a escola conhecida como racionalismo, segundo a qual o homem nasceria com certas ideias inatas, as quais iriam “aflorando” à consciência e constituiriam as verdades acerca do Universo. A partir dessas ideias, o homem poderia entender os fenómenos particulares apresentados pelos sentidos. O conhecimento da verdade, portanto, independeria dos sentidos físicos.
Alguns filósofos normalmente associados com o empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, John Locke, George Berkeley, David Hume e John Stuart Mill. Embora no geral seja relacionado com a teoria do conhecimento, o empirismo, ao longo da história da filosofia, teve implicações na lógica, filosofia da linguagem, filosofia política, teologia, ética, dentre outros ramos.

2.4. O Empírico-Racionalismo ou Intelectualismo
O Intelectualismo é a doutrina que afirma que o conhecimento procede de experiência mas não se reduz a ela, porque a razão abstrai dos dados experimentais o carácter universal e necessário do conhecimento, através da elaboração de ideias. Assim, o conhecimento pode ser, ao mesmo tempo, universal e necessário e valer-se da realidade concreta.

2.4.1. Representantes
2.4.1.1. Aristóteles
Desenvolveu a ideia de intelectualismo, pela primeira vez na Antiguidade, na tentativa de sintetizar o racionalismo e empirismo, porque ser um discípulo de Platão "Puro racionalista", Aristóteles está sob a influência de "racionalismo", mas sendo enquanto um naturalista é inclinado para o "empirismo". Aristóteles colocou o mundo platónico das ideias na realidade empírica, as ideias não estão mais algumas ideias de livre flutuação não está mais acima, mas em coisas concretas. "Ideias são formas essenciais das coisas", as ideias são o núcleo da coisa principal, racional-empírico em torno propriedades como um invólucro.

2.4.1.2. São Tomás de Aquino
Desenvolveu a ideia de intelectualismo na Idade Média, sobre a influência de abordagens filosóficas de Aristóteles, a partir da qual discute os seguintes noções: de coisas concretas tem imagens sensíveis, “as espécies sensíveis”; as imagens intellectus agens extraído dessas gerais essenciais “Intelligibiles a espécie”; O intellectus possibilis se recebe estes e julgar sobre as coisas, formando conceitos.
Dos conceitos essenciais formados no início por meio de outras operações de pensamento surgem conceitos supremos e mais gerais.
O maior representante desta corrente é Kant, um filósofo alemão do séc. XVIII, que abordou a questão da origem do conhecimento procurando conciliar as duas doutrinas acima referidas - de facto, para Kant, todo o conhecimento começa na e pela experiência, mas não se limita a ela. Os elementos múltiplos, diversos e contingentes fornecidos pela experiência são integrados em conceitos que o próprio entendimento possui a priori. Deste modo, a experiência fornece a matéria, o conteúdo do conhecimento, enquanto que o entendimento lhe dá uma certa forma; o que significa que o conhecimento é sempre o resultado da junção de uma forma com uma matéria.

2.5. O Construtivismo
Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas acções mútuas entre o indivíduo e o meio. A ideia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada.

2.5.1. O Construtivismo de Piaget
Tal como Kant, também Piaget considera que o conhecimento resulta dum processo de transformação de uma matéria-prima dada pelos sentidos e elaborada pela capacidade organizacional do sujeito; pelo que a sua teoria se enquadra na corrente empírico-racionalista de que temos vindo a ocupar-nos.
Como já vimos, Piaget no nosso século, retoma a ideia do conhecimento como uma construção por parte do sujeito a partir dos dados fornecidos pela experiência, procurando a sua justificação psicológica. Ao estudar como se formam as estruturas e as categorias que permitem o funcionamento da inteligência, Jean Piaget dá ao apriorismo de Kant uma versão biologista. Segundo a teoria operatória, o organismo tem que possuir determinadas características que tornem possível a troca de informação com o meio e a construção de conhecimento que, deste modo, não é dado nem é cópia do real. O conhecimento é, assim, fruto de uma interacção entre o sujeito e o meio implicando, por um lado a experiência sensível e, por outro, as estruturas cognitivas de que todo o sujeito é dotado e que lhe permitem construir o seu conhecimento com base nessa mesma experiência.













3. Conclusão

Terminadas as pesquisas sobre o conhecimento sob empirismo e racionalismo o grupo conclui que: nem o racionalismo, nem o empirismo são respostas totais aos problemas que se pretendem resolver. O racionalismo opõe-se ao empirismo, e a doutrina empírico-racionalista representa uma tentativa de estabelecer a mediação entre estas duas, afirmando que o conhecimento se deve à comparticipação da experiência e da razão.
O grupo afirma ainda que de facto, os empiristas, para justificarem a sua posição, vão buscar os argumentos às ciências experimentais, à evolução do pensamento e do conhecimento humanos. Ou seja, se as ideias fossem inatas, como pretendem os racionalistas, como justificar a sua ausência nas crianças? Por outro lado, nas ciências experimentais o conhecimento resulta da observação dos factos, na qual a experiência desempenha um papel fundamental. Deste modo, os empiristas são levados a privilegiar a experiência em detrimento da razão.














Bibliografia

Obras:
KANT, Immanuel, Critica da Razão Pura, 5ª edição, Fundação Colouste Gulbenkian, S/D. pp. 62-64.
CHAMBISSE, Ernesto e tal, A Emergência do Filosofar – fil 11/12, 1ª edição, Maputo, Textos Editores; 2010.p. 76.

Internet
http://www.wikipedia.org/origem-do-conhecimento.pagina acessada no dia 06/06/2012, Esta modificada pela última vez à(s) 19h 32min de 30 de Maio de 2012.


CONHECIMENTO CIENTIFICO



INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho veremos que ao longo da existência o Homem vem acumulando conhecimentos desde o seu nascimento vitais e necessários para a sua sobrevivência. Os conhecimentos científicos, popular ou senso comum, religioso e filosófico chegam a ser uma necessidade, uma capacidade inerente ao ser humano.
O conhecimento é o caminho obrigatório para a evolução humana, acontece naturalmente pelo simples convívio com seres semelhantes, através também de fontes valorativos, verificáveis, falíveis e infalíveis.  
por mim investigado  

1. O CONHECIMENTO CIENTIFICO
O conhecimento científico é fáctico: parte dos factos respeita-os ate certo ponto e sempre retorna e eles. A ciência procura descobrir os factos tais como são, independentemente do seu valor emocional ou comercial, a ciência não poetiza os factos, isto requer curiosidade em pessoal, desconfiança pela opinião prevalecente e sensibilidade á novidade.
Nem sempre é possível, nem sequer desejável, respeitar inteiramente os factos os quando analisam, e não há ciência sem análise mesmo quando a analise é apenas um meio para a reconstrução final de tudo. O físico perturba o átomo que deseja espiar, o biólogo modifica e pode inclusive matar o ser vivo que analisa o antropólogo empenhado no seu estudo de campo de uma comunidade, provoca nele certas modificações. Nenhum dele apreende o seu objecto tal como é mas tal fica modificado pelas suas próprias operações, o conhecimento científico transcende os factos. Põe de lado os factos produzir factos novos e explica-os. O senso comum parte dos factos atem-se a eles, amiúde, limita-se ao facto isolado, sem ir muito longe no trabalho de o correlacionar com outros, ou de explicar pelo contrario, a investigação cientifica não limita-se aos factos observados os cientistas exprimem a realidade a fim de ir mas além das aparências, recusam o grosso dos factos percebidos por serem um montão de acidentes, seleccionam os que julgam relevantes, controlam factos e, se possível, reproduzem-nos inclusive, produzem coisas novas, desde instrumentos ate partículas elementares;
Obtêm novos compostos químicos, novas variedades vegetais e animais, pelo menos em princípio, criam novas regras de conduta individual e social. Há mais o conhecimento cientifico racionaliza as experiencias em vez de se limitar a descreve-las. A ciência da de conta os factos não os inventariando, mas explicando-os por meio de hipóteses (em particular enunciados e leis) o sistema de hipóteses (teorias). Os cientistas conjecturam o que a por de trás dos factos observados e em seguida, inventam conceitos com os de átomos, classe social ou tendências históricas. Que carecem de correlato empírico, isto é, que não correspondem a perceptos, ainda que presumivelmente se referem a coisas, qualidades ou relações existentes objectivamente.
A investigação científica é especializada: uma consequência de focagem científica dos problemas e especialização. Não obstante a unidade do método científico, a sua aplicação depende em grande medida, do assunto isto explica a multiplicidade de técnicas e a relativa independência dos diversos sectores da ciência. A especialização não impediu de campos interdisciplinares, como a biofísica, a bioquímica, a psicofisiologia, a psicologia social, a teoria de informação, a cibernaútica ou a investigação operacional. Contudo a especialização tende a estreitar a visão cientista individual.
O conhecimento cientifico é claro e preciso: os seus problemas são distintos, os seus resultados são claros. A ciência torna preciso o que o senso comum conhece de maneira nebulosa.
O conhecimento científico é comunicável: não é inefável, mas expressável, não é privado, mas publico. A linguagem cientista comunica informações a quem quer que tenha sido preparado para entender o que é inefável pode ser próprio da poesia ou da música, não da ciência cuja linguagem é informativa e não expressiva ou imperativa.
O conhecimento científico é verificável: deve passar pelo exame da experiencia para explicar um conjunto de fenómenos, os cientistas inventa conjecturas fundadas e algum modo no saber adquirido. As suas suposições podem ser cautelosas ou ousadas, simples ou complexas. Em todo o caso devem pôr-se a prova. O teste das hipóteses fácticas é empírico, isto é, observacional ou experimental nem todas as ciências podem experimentar, e em certas áreas da astronomia e economia, alcança-se uma grande exactidão sem ajuda da experimentação.
A investigação científica é metódica: não é errativa, mas planeada os investigadores não tacteiam na obscuridade sabem o que buscam e como encontram. A planificação da investigação não exclui o azar, só que, ao deixar lugar para os acontecimentos imprevistos, é possível aproveitar a interferência do azar e a novidade inesperada.
Todo trabalho de investigação não se baseia no conhecimento anterior, em particular, nas conjunturas melhor confirmadas mas ainda a investigação procede de acordo com as regras e técnicas que se revelam eficazes no passado, mas que são aperfeiçoadas continuamente, não so a luz de novas experiencias mas também de resultados de exames matemáticos e filosóficos.
O conhecimento científico é sistemático: uma ciência não é agregado de informações desconexas, mas um sistema de ideias ligadas logicamente entre si. Todo o sistema de ideias, caracterizado por um certo conjunto básico (mais refutável) de hipóteses peculiares, e que procura adequar-se a uma classe de factos é uma teoria de carácter matemático do conhecimento científico, isto é, o facto de ser fundado, ordenado e coerente é o que o torna racional. A racionalidade permite que o progresso científico se efectue não só pela acumulação gradual de resultados, mas também por revoluções.
O conhecimento científico é geral: situa os factos singulares em hipóteses gerais, os enunciados particulares em esquemas amplos, o cientista ocupa-se do facto classificável o que ignora o facto isolado por isso, a ciência não se serve dos dados empíricos que sempre são singulares como tais estes são mudos enquanto não se manipulam e convertem em peças e estruturas teóricas.
O conhecimento científico é legislador: busca leis (da natureza e da cultura) e aplica-as. O conhecimento científico insere dos factos singulares em regras gerais chamadas “leis naturais” ou “leis sociais” por detrás da afluência ou da desordem das aparências, a ciência factual descobre os elementos regulares da estrutura e do processo do ser.
O conhecimento científico é preditivo: transcende a massa dos factos de experiencia, imaginando como pode ter sido o passado e como poderá ser o futuro. A previsão é em primeiro lugar uma maneira eficaz de por a prova das hipóteses, mas também é a chave do controlo ou ainda da modificação do curso dos acontecimentos. A previsão científica, em contraste com a profecia, funda-se em leis e em informações específicas fidedignas, relativas ao estado de coisas actuais ou passadas.


 1.2. CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Do que parecia no século [XIX]. Todavia não elimina de modo algum da ciência o propósito radicalmente objectivo.
Outro carácter universalmente conhecido é a positividade no sentido de uma plena aderência aos factos e de uma absoluta submissão a fiscalização da experiencia. O conceito de positividade como recurso a experiencia e adesão aos factos era ainda vaga e, nesse tempo no século XIX, demasiado restrito, não só em filosofia, como na própria ciência, o que terá, por exemplo, excluindo peremptória definitivamente a astrofísica, e toda a teoria atómica, das quais os cientistas tiveram que reconhecer e legimidade. Só recentemente, por obra de EINSTEIN, e mas explicamente HEISENBERG, a positividade da ciência precisou na operatividade os conceitos científicos, segunda a qual um conceito não tem direito de cidadania em ciência se não for definida mediante uma série de operações físicas, experiências medidas ou mesmo idealmente possíveis. Tal precisão permite, por um lado reconhecer claramente a não positividade de conceito como o de espaço e de tempo absoluto e, por outro lado, admitir como positivos elementos não efectivamente experimentáveis, quando a não experimentalidade é devida a impossibilidade prática e não teórica, como a noção de ciclo perfeitamente reversível a toda a astrofísica. Tal previsão além disso, permite compreender também a positividade da matemática significa que as suas noções são implicitamente definidas pelo conjunto de axiomas e postulado formulado na sua base e segundo os quais noções são utilizáveis.
O terceiro carácter do conhecimento científico reside na sua racionalidade. Não o bastante a posição de toda a corrente imprevista, a ciência moderna é essencialmente racional, isto é, não consta de meros elementos em circos mas é essencialmente uma construção do intelecto.
A Ciência pode ser definida como um esforço de racionalização do real, partindo de dados empíricos, através de sínteses cada vês mas vastas, o cientista esforça-se por abraçar todo o domínio ou facto que conhece no sistema racional passam logicamente conduzir-se as leis experimentais mais particulares de campos a primeira vista aparentemente o fruto de numerosas crises e revoluções a ciência.
Finalmente um último carácter do conhecimento científico é a anatomia relativamente a filosofia a fé. A ciência tem o seu próprio campo de estudo, o seu método de pesquisa, uma fonte independente de informações que é a natureza isto não significa que a filosofia não possa e não deva levar a termo a indagação crítica sobre natureza da ciência sobre a natureza da ciência, sobre os seus métodos os seus princípios (na indagação levada a cabo pela epistemologia).
O que o cientista não possa tirar vantagens do conhecimento reflexivo, filosófico e critico da sua mesma actividade de cientista. Mas em nenhum caso a ciência poderá dizer-se dependente de um sistema filosófico ou poderá encontrar numa tese filosófica uma barreira/limite que impeça a priori aplicação livre e integral do seu método de pesquisa e mesmo dera-no que respeita a fé.
Ela poderá construir uma forma directriz e prudencial para o cientista, enquanto Homem e crente, nunca será uma norma positiva ou restritiva para a ciência enquanto tal.

 

2. O CONHECIMENTO POPULAR OU SENSO COMUM
É valorativo porque é influenciado pelos estados de ânimos de emoções do observador, que impedem uma isenção de opinião sobre o objecto estudado. É reflexivo porque a familiaridade com o objecto estudado não investiga a formulação de padrões não permitindo uma formulação geral.
É assistemático porque baseia-se em uma organização particular (subjectiva), que depende do sujeito.
É verificável porem apenas em relação ao que pode ser observado, no dia-a-dia, dentro do âmbito do observador, ou seja a verificabilidade é subjectiva.
É falível porque se conforma apenas com o que vê ou se ouvir falar, não se preocupa em buscar a verdade. É inexacto, porque a falibilidade não permite a formulação de hipóteses verificáveis sob o ponto de vista filosófico ou científico.
É um conhecimento que existe desde a época dos Homens das cavernas, é um conhecimento passado de geração para geração, e que, de certa forma deu origem a todos outros tipos de conhecimento a grande maioria dos factos do nosso quotidiano actual tiveram origem no senso comum, e muitas vezes, por mero acaso.
O conhecimento matemático, astronómico e médico dos antigos egípcios os era notável, e naquela época não havia ainda uma ciência formalizada. Tomou a liberdade de reproduzir neste contexto uma das práticas de prognósticos de gravidezes utilizadas.
Todos esses conhecimentos, quando devidamente comprovados foram sistematizados e apropriados pela ciência. No entretanto, existem certas práticas derivadas do conhecimento popular que foram passadas de geração em geração, mas que não possuem respaldo científico. Por exemplo as superstições: não comer mangas à noite e nem mistura-las com leite; não deixar o noivo ver a sua amada vestida de noiva antes do casamento. Acreditam piamente que os conselhos estampados numa folha de jornal possuem algo poder de condução do se destino em suma, acreditam em um tipo de conhecimento não sistematizado e sem preocupação com a questão da verificabilidade, ou seja, típico do conhecimento popular ou senso comum.     

3. O CONHECIMENTO RELIGIOSO       
É valorativo porque baseia-se em doutrinas que possuem proposições sagradas (dogmas) que emitem um juízo de valor.
É sistemático porque os dogmas revelam um conhecimento organizado do mundo (de onde vivemos, para qual finalidade que destina). É não verificável, porque não precisa, por depender da fé e um criador divino. É inefável e exacto, porque os dogmas (revelações divinas) não podem ser discutidos.
O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contem proposições sagradas (valorativas), por terem sido relevadas pelo sobrenatural e por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exactas).
É um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e destino) com obras do criador divino; suas evidências são verificadas.
Está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento relevado. Assim o conhecimento religioso parte do principio de que “as verdades” tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistir em relações da divindade (sobrenatural).
O conhecimento religioso talvez seja tão antigo quanto o conhecimento popular faz parte da característica humana, busca explicações para suas dúvidas por exemplo ter a noção de que a fumaça indica a presença do fogo na mata admite uma explicação natural. Em outras palavras, se existe fumaça com certeza a algo queimado.
Entretanto, pode ter havido muitos casos em que o Homem antigo deve ter se perguntado sobre o porque de determinado fenómeno (por exemplo o que é, e porque ocorre eclipse lunar) e não tenham conseguido uma explicação natural. Assim, surgia então uma explicação sobrenatural, um mito, que teria função de tranquilizar o Homem, porque esse mito forneceria a explicação necessária para a sua duvida eis aqui a explicação para o eclipse lunar segundo o mito da Índia vários séculos a.C.             
Joseph Campbell, considerado uma das maiores autoridades em mitologia comparada do século XX demonstrou que existe vários conceitos mitológicos que são comuns as religiões.       
4. O CONHECIMENTO FILOSÓFICO
É valorativo porque parte das hipóteses que não podem ser submetidas a observação, ou seja, baseia-se na experiencia, na argumentação, mas não experimentação. É racional por consistir de um conjunto de enunciados logicamente vocacionados.
É sistemático pelo facto das hipóteses e enunciados buscarem uma representação coerente e geral da realidade estudada. É não-verificável porque as hipóteses filosóficas, ao contrário das científicas, não podem ser confirmadas nem refutadas. É infalível e exacto porque as hipóteses filosóficas não exigem confirmação experimental e delimitam o campo de observação, exigindo apenas coerências lógicas, que prescindem da experimentação.
O conhecimento filosófico é um conhecimento que baseia-se no filosofar, é a tentativa de decifrar certa interrogação. Exige um método experimental (cientifico) objecto de analise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigência lógica que não são redutíveis a realidades materiais, e por essa razão, não são possíveis de observação sensorial directa ou indirecta (por instrumentos), como a que é exigida pelo conhecimento cientifico.    
E na visão de Mattalo Junior (1989), os gregos foram os primeiros a criar condições para uma sistematização do conhecimento essa sistematização só foi possível devido a separação de classes (Homens livres – cabeça – trabalho intelectual; e escravos - mão – trabalho braçal).
O conhecimento filosófico, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas a observação as hipóteses filosóficas baseiam-se nas experiências, portanto este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação.
Tem as características de sistemático pós suas hipóteses e enunciados visam uma representação coerente da realidade estudada.
Assim as suas hipóteses não são submetidas ao decisivo teste de observação. Portanto o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado unicamente recorrendo as luzes da própria razão humana. Assim o conhecimento científico abrange factos concretos, positivos e fenómenos perceptíveis pelos sentidos, através de emprego de instrumentos.
5. CONCLUSÃO

Neste trabalho por mim investigado pude concluir que o conhecimento é o produto de uma comunidade não de um indivíduo e que descobertas feitas por um indivíduo devem ser testadas por uma instituição antes de serem aceites como conhecimento.
Portanto pude concluir também que a ciência como forma de conhecimento pode suprir o conhecimento dito confiável, desde que testados e analisados de forma coerente.       















6. BIBLIOGRAFIA

MARCONI, Marina de Andrade & LAKATO, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 6ed. Atlas editora. São Paulo. 2008.  
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento editora. São Paulo. 1989.
MATTALO JUNIOR, Heitor e CARVALHO, Maria Cecília. Construindo o saber- metodologia cientifica: fundamentos e técnicas. 2ed. Campinas. São Paulo. Cap.1. p.13-28.
SELVAGGI, Francesco. Enciclopédia filosófica. Roma. 1957. Pp. 444-445.