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CONHECIMENTO CIENTIFICO



INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho veremos que ao longo da existência o Homem vem acumulando conhecimentos desde o seu nascimento vitais e necessários para a sua sobrevivência. Os conhecimentos científicos, popular ou senso comum, religioso e filosófico chegam a ser uma necessidade, uma capacidade inerente ao ser humano.
O conhecimento é o caminho obrigatório para a evolução humana, acontece naturalmente pelo simples convívio com seres semelhantes, através também de fontes valorativos, verificáveis, falíveis e infalíveis.  
por mim investigado  

1. O CONHECIMENTO CIENTIFICO
O conhecimento científico é fáctico: parte dos factos respeita-os ate certo ponto e sempre retorna e eles. A ciência procura descobrir os factos tais como são, independentemente do seu valor emocional ou comercial, a ciência não poetiza os factos, isto requer curiosidade em pessoal, desconfiança pela opinião prevalecente e sensibilidade á novidade.
Nem sempre é possível, nem sequer desejável, respeitar inteiramente os factos os quando analisam, e não há ciência sem análise mesmo quando a analise é apenas um meio para a reconstrução final de tudo. O físico perturba o átomo que deseja espiar, o biólogo modifica e pode inclusive matar o ser vivo que analisa o antropólogo empenhado no seu estudo de campo de uma comunidade, provoca nele certas modificações. Nenhum dele apreende o seu objecto tal como é mas tal fica modificado pelas suas próprias operações, o conhecimento científico transcende os factos. Põe de lado os factos produzir factos novos e explica-os. O senso comum parte dos factos atem-se a eles, amiúde, limita-se ao facto isolado, sem ir muito longe no trabalho de o correlacionar com outros, ou de explicar pelo contrario, a investigação cientifica não limita-se aos factos observados os cientistas exprimem a realidade a fim de ir mas além das aparências, recusam o grosso dos factos percebidos por serem um montão de acidentes, seleccionam os que julgam relevantes, controlam factos e, se possível, reproduzem-nos inclusive, produzem coisas novas, desde instrumentos ate partículas elementares;
Obtêm novos compostos químicos, novas variedades vegetais e animais, pelo menos em princípio, criam novas regras de conduta individual e social. Há mais o conhecimento cientifico racionaliza as experiencias em vez de se limitar a descreve-las. A ciência da de conta os factos não os inventariando, mas explicando-os por meio de hipóteses (em particular enunciados e leis) o sistema de hipóteses (teorias). Os cientistas conjecturam o que a por de trás dos factos observados e em seguida, inventam conceitos com os de átomos, classe social ou tendências históricas. Que carecem de correlato empírico, isto é, que não correspondem a perceptos, ainda que presumivelmente se referem a coisas, qualidades ou relações existentes objectivamente.
A investigação científica é especializada: uma consequência de focagem científica dos problemas e especialização. Não obstante a unidade do método científico, a sua aplicação depende em grande medida, do assunto isto explica a multiplicidade de técnicas e a relativa independência dos diversos sectores da ciência. A especialização não impediu de campos interdisciplinares, como a biofísica, a bioquímica, a psicofisiologia, a psicologia social, a teoria de informação, a cibernaútica ou a investigação operacional. Contudo a especialização tende a estreitar a visão cientista individual.
O conhecimento cientifico é claro e preciso: os seus problemas são distintos, os seus resultados são claros. A ciência torna preciso o que o senso comum conhece de maneira nebulosa.
O conhecimento científico é comunicável: não é inefável, mas expressável, não é privado, mas publico. A linguagem cientista comunica informações a quem quer que tenha sido preparado para entender o que é inefável pode ser próprio da poesia ou da música, não da ciência cuja linguagem é informativa e não expressiva ou imperativa.
O conhecimento científico é verificável: deve passar pelo exame da experiencia para explicar um conjunto de fenómenos, os cientistas inventa conjecturas fundadas e algum modo no saber adquirido. As suas suposições podem ser cautelosas ou ousadas, simples ou complexas. Em todo o caso devem pôr-se a prova. O teste das hipóteses fácticas é empírico, isto é, observacional ou experimental nem todas as ciências podem experimentar, e em certas áreas da astronomia e economia, alcança-se uma grande exactidão sem ajuda da experimentação.
A investigação científica é metódica: não é errativa, mas planeada os investigadores não tacteiam na obscuridade sabem o que buscam e como encontram. A planificação da investigação não exclui o azar, só que, ao deixar lugar para os acontecimentos imprevistos, é possível aproveitar a interferência do azar e a novidade inesperada.
Todo trabalho de investigação não se baseia no conhecimento anterior, em particular, nas conjunturas melhor confirmadas mas ainda a investigação procede de acordo com as regras e técnicas que se revelam eficazes no passado, mas que são aperfeiçoadas continuamente, não so a luz de novas experiencias mas também de resultados de exames matemáticos e filosóficos.
O conhecimento científico é sistemático: uma ciência não é agregado de informações desconexas, mas um sistema de ideias ligadas logicamente entre si. Todo o sistema de ideias, caracterizado por um certo conjunto básico (mais refutável) de hipóteses peculiares, e que procura adequar-se a uma classe de factos é uma teoria de carácter matemático do conhecimento científico, isto é, o facto de ser fundado, ordenado e coerente é o que o torna racional. A racionalidade permite que o progresso científico se efectue não só pela acumulação gradual de resultados, mas também por revoluções.
O conhecimento científico é geral: situa os factos singulares em hipóteses gerais, os enunciados particulares em esquemas amplos, o cientista ocupa-se do facto classificável o que ignora o facto isolado por isso, a ciência não se serve dos dados empíricos que sempre são singulares como tais estes são mudos enquanto não se manipulam e convertem em peças e estruturas teóricas.
O conhecimento científico é legislador: busca leis (da natureza e da cultura) e aplica-as. O conhecimento científico insere dos factos singulares em regras gerais chamadas “leis naturais” ou “leis sociais” por detrás da afluência ou da desordem das aparências, a ciência factual descobre os elementos regulares da estrutura e do processo do ser.
O conhecimento científico é preditivo: transcende a massa dos factos de experiencia, imaginando como pode ter sido o passado e como poderá ser o futuro. A previsão é em primeiro lugar uma maneira eficaz de por a prova das hipóteses, mas também é a chave do controlo ou ainda da modificação do curso dos acontecimentos. A previsão científica, em contraste com a profecia, funda-se em leis e em informações específicas fidedignas, relativas ao estado de coisas actuais ou passadas.


 1.2. CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Do que parecia no século [XIX]. Todavia não elimina de modo algum da ciência o propósito radicalmente objectivo.
Outro carácter universalmente conhecido é a positividade no sentido de uma plena aderência aos factos e de uma absoluta submissão a fiscalização da experiencia. O conceito de positividade como recurso a experiencia e adesão aos factos era ainda vaga e, nesse tempo no século XIX, demasiado restrito, não só em filosofia, como na própria ciência, o que terá, por exemplo, excluindo peremptória definitivamente a astrofísica, e toda a teoria atómica, das quais os cientistas tiveram que reconhecer e legimidade. Só recentemente, por obra de EINSTEIN, e mas explicamente HEISENBERG, a positividade da ciência precisou na operatividade os conceitos científicos, segunda a qual um conceito não tem direito de cidadania em ciência se não for definida mediante uma série de operações físicas, experiências medidas ou mesmo idealmente possíveis. Tal precisão permite, por um lado reconhecer claramente a não positividade de conceito como o de espaço e de tempo absoluto e, por outro lado, admitir como positivos elementos não efectivamente experimentáveis, quando a não experimentalidade é devida a impossibilidade prática e não teórica, como a noção de ciclo perfeitamente reversível a toda a astrofísica. Tal previsão além disso, permite compreender também a positividade da matemática significa que as suas noções são implicitamente definidas pelo conjunto de axiomas e postulado formulado na sua base e segundo os quais noções são utilizáveis.
O terceiro carácter do conhecimento científico reside na sua racionalidade. Não o bastante a posição de toda a corrente imprevista, a ciência moderna é essencialmente racional, isto é, não consta de meros elementos em circos mas é essencialmente uma construção do intelecto.
A Ciência pode ser definida como um esforço de racionalização do real, partindo de dados empíricos, através de sínteses cada vês mas vastas, o cientista esforça-se por abraçar todo o domínio ou facto que conhece no sistema racional passam logicamente conduzir-se as leis experimentais mais particulares de campos a primeira vista aparentemente o fruto de numerosas crises e revoluções a ciência.
Finalmente um último carácter do conhecimento científico é a anatomia relativamente a filosofia a fé. A ciência tem o seu próprio campo de estudo, o seu método de pesquisa, uma fonte independente de informações que é a natureza isto não significa que a filosofia não possa e não deva levar a termo a indagação crítica sobre natureza da ciência sobre a natureza da ciência, sobre os seus métodos os seus princípios (na indagação levada a cabo pela epistemologia).
O que o cientista não possa tirar vantagens do conhecimento reflexivo, filosófico e critico da sua mesma actividade de cientista. Mas em nenhum caso a ciência poderá dizer-se dependente de um sistema filosófico ou poderá encontrar numa tese filosófica uma barreira/limite que impeça a priori aplicação livre e integral do seu método de pesquisa e mesmo dera-no que respeita a fé.
Ela poderá construir uma forma directriz e prudencial para o cientista, enquanto Homem e crente, nunca será uma norma positiva ou restritiva para a ciência enquanto tal.

 

2. O CONHECIMENTO POPULAR OU SENSO COMUM
É valorativo porque é influenciado pelos estados de ânimos de emoções do observador, que impedem uma isenção de opinião sobre o objecto estudado. É reflexivo porque a familiaridade com o objecto estudado não investiga a formulação de padrões não permitindo uma formulação geral.
É assistemático porque baseia-se em uma organização particular (subjectiva), que depende do sujeito.
É verificável porem apenas em relação ao que pode ser observado, no dia-a-dia, dentro do âmbito do observador, ou seja a verificabilidade é subjectiva.
É falível porque se conforma apenas com o que vê ou se ouvir falar, não se preocupa em buscar a verdade. É inexacto, porque a falibilidade não permite a formulação de hipóteses verificáveis sob o ponto de vista filosófico ou científico.
É um conhecimento que existe desde a época dos Homens das cavernas, é um conhecimento passado de geração para geração, e que, de certa forma deu origem a todos outros tipos de conhecimento a grande maioria dos factos do nosso quotidiano actual tiveram origem no senso comum, e muitas vezes, por mero acaso.
O conhecimento matemático, astronómico e médico dos antigos egípcios os era notável, e naquela época não havia ainda uma ciência formalizada. Tomou a liberdade de reproduzir neste contexto uma das práticas de prognósticos de gravidezes utilizadas.
Todos esses conhecimentos, quando devidamente comprovados foram sistematizados e apropriados pela ciência. No entretanto, existem certas práticas derivadas do conhecimento popular que foram passadas de geração em geração, mas que não possuem respaldo científico. Por exemplo as superstições: não comer mangas à noite e nem mistura-las com leite; não deixar o noivo ver a sua amada vestida de noiva antes do casamento. Acreditam piamente que os conselhos estampados numa folha de jornal possuem algo poder de condução do se destino em suma, acreditam em um tipo de conhecimento não sistematizado e sem preocupação com a questão da verificabilidade, ou seja, típico do conhecimento popular ou senso comum.     

3. O CONHECIMENTO RELIGIOSO       
É valorativo porque baseia-se em doutrinas que possuem proposições sagradas (dogmas) que emitem um juízo de valor.
É sistemático porque os dogmas revelam um conhecimento organizado do mundo (de onde vivemos, para qual finalidade que destina). É não verificável, porque não precisa, por depender da fé e um criador divino. É inefável e exacto, porque os dogmas (revelações divinas) não podem ser discutidos.
O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contem proposições sagradas (valorativas), por terem sido relevadas pelo sobrenatural e por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exactas).
É um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e destino) com obras do criador divino; suas evidências são verificadas.
Está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento relevado. Assim o conhecimento religioso parte do principio de que “as verdades” tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistir em relações da divindade (sobrenatural).
O conhecimento religioso talvez seja tão antigo quanto o conhecimento popular faz parte da característica humana, busca explicações para suas dúvidas por exemplo ter a noção de que a fumaça indica a presença do fogo na mata admite uma explicação natural. Em outras palavras, se existe fumaça com certeza a algo queimado.
Entretanto, pode ter havido muitos casos em que o Homem antigo deve ter se perguntado sobre o porque de determinado fenómeno (por exemplo o que é, e porque ocorre eclipse lunar) e não tenham conseguido uma explicação natural. Assim, surgia então uma explicação sobrenatural, um mito, que teria função de tranquilizar o Homem, porque esse mito forneceria a explicação necessária para a sua duvida eis aqui a explicação para o eclipse lunar segundo o mito da Índia vários séculos a.C.             
Joseph Campbell, considerado uma das maiores autoridades em mitologia comparada do século XX demonstrou que existe vários conceitos mitológicos que são comuns as religiões.       
4. O CONHECIMENTO FILOSÓFICO
É valorativo porque parte das hipóteses que não podem ser submetidas a observação, ou seja, baseia-se na experiencia, na argumentação, mas não experimentação. É racional por consistir de um conjunto de enunciados logicamente vocacionados.
É sistemático pelo facto das hipóteses e enunciados buscarem uma representação coerente e geral da realidade estudada. É não-verificável porque as hipóteses filosóficas, ao contrário das científicas, não podem ser confirmadas nem refutadas. É infalível e exacto porque as hipóteses filosóficas não exigem confirmação experimental e delimitam o campo de observação, exigindo apenas coerências lógicas, que prescindem da experimentação.
O conhecimento filosófico é um conhecimento que baseia-se no filosofar, é a tentativa de decifrar certa interrogação. Exige um método experimental (cientifico) objecto de analise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigência lógica que não são redutíveis a realidades materiais, e por essa razão, não são possíveis de observação sensorial directa ou indirecta (por instrumentos), como a que é exigida pelo conhecimento cientifico.    
E na visão de Mattalo Junior (1989), os gregos foram os primeiros a criar condições para uma sistematização do conhecimento essa sistematização só foi possível devido a separação de classes (Homens livres – cabeça – trabalho intelectual; e escravos - mão – trabalho braçal).
O conhecimento filosófico, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas a observação as hipóteses filosóficas baseiam-se nas experiências, portanto este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação.
Tem as características de sistemático pós suas hipóteses e enunciados visam uma representação coerente da realidade estudada.
Assim as suas hipóteses não são submetidas ao decisivo teste de observação. Portanto o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado unicamente recorrendo as luzes da própria razão humana. Assim o conhecimento científico abrange factos concretos, positivos e fenómenos perceptíveis pelos sentidos, através de emprego de instrumentos.
5. CONCLUSÃO

Neste trabalho por mim investigado pude concluir que o conhecimento é o produto de uma comunidade não de um indivíduo e que descobertas feitas por um indivíduo devem ser testadas por uma instituição antes de serem aceites como conhecimento.
Portanto pude concluir também que a ciência como forma de conhecimento pode suprir o conhecimento dito confiável, desde que testados e analisados de forma coerente.       















6. BIBLIOGRAFIA

MARCONI, Marina de Andrade & LAKATO, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 6ed. Atlas editora. São Paulo. 2008.  
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento editora. São Paulo. 1989.
MATTALO JUNIOR, Heitor e CARVALHO, Maria Cecília. Construindo o saber- metodologia cientifica: fundamentos e técnicas. 2ed. Campinas. São Paulo. Cap.1. p.13-28.
SELVAGGI, Francesco. Enciclopédia filosófica. Roma. 1957. Pp. 444-445.                                                                                                                   

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