EVOLUÇÃO E ECOLOGIA
O presente trabalho da cadeira de zoologia geral terá
como enfoque os seguintes aspectos: evolução e ecologia, teorias evolucionistas, teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, provas
e evidências da evolução, mecanismos da
evolução, ecologia, níveis de organização e estudos, conceitos ecológicos importantes, ecossistema, funcionamento de um
ecossistema, relações ecológicas seguido da conclusão e bibliografia.
De referir ainda que evolução dos seres vivos é o processo do
desaparecimento ou do surgimento de novas espécies devido a variabilidade genética.
Esse processo é muito lento e pode levar até milhares de anos por isso é
difícil de acompanhar o processo de evolução.
2. Evolução e ecologia
Ecologia e evolução são consideradas disciplinas
irmãs, sendo ramos da ciência da vida. Seleção Natural, Historia de vida, desenvolvimentos, adaptação, populações, e herança estão presentes em teorias evolutivas
e ecológicas. Morfologia, comportamento e/ou traços genéticos, por exemplo,
podem ser mapeados em árvores evolutivas para estudar a desenvolvimento
histórico da espécie e também organizar a informação em relação a adaptações
ecológicas. Em outras palavras, adaptação é explicada em relação a origem
histórica de traços e condições ecológicas e que esta sujeita a forças da
selecção natural. Nesse quadro, ferramentas analíticas de ecólogos e
evolucionistas se sobrepõem para organizar, classificar e investigar a vida por
meio de princípios sistemáticos comuns, como filogenéticos ou taxonômicos de Lineu.
Evolução é
o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres
vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas.
2.1. Teorias
Evolucionistas
O primeiro Darwin a
estudar a evolução não foi Charles, mas sim Erasmus, seu avô. Ele
achava que as espécies se adaptavam ao meio, por uma espécie de esforço
consciente. A teoria dos caracteres adquiridos. Mas foi seu contemporâneo Jean-Baptiste Lamarck
que ficou mais famoso defendendo uma teoria semelhante, a do “Uso e Desuso”. Segundo
ele os órgãos se aperfeiçoavam com o uso e se enfraqueciam com a falta de uso.
Mudanças que são preservadas e transmitidas a prole. O exemplo mais típico
seria do pescoço da girafa, que cresceria a medida que ela o estica para
alcançar as folhas mais altas das árvores. Confira na figura abaixo.
2.1.1. Teoria de Lamarck
A teoria de Lamarck
era uma espécie de Darwinismo ao contrário, com os organismos
controlando seu próprio desenvolvimento. Suas idéias eram bastante intuitivas e
mais cativantes por se adaptarem mais facilmente ao senso comum. Suas teorias
sofriam de um problema de seleção das observações e sua abordagem de carência
de comprovação científica. Comprovação essa que ele se recusou a apresentar (e
nem conseguiria). Claro, se amarrarmos o braço de um bebe junto ao seu corpo, e
o mantivermos assim por 30 anos, os músculos não iram se desenvolver, e com o
tempo vão atrofiar perdendo a capacidade de se desenvolver. Esse adulto terá os
braços com tamanhos desiguais. Mas ao contrário do que Lamarck previa, os
filhos desse homem não nascerão com braços pequenos. Assim como as
cicatrizes que adquirimos durante nossa vida não são transmitidas a nossos
filhos.
O homem e seu antropocentrismo. Mesmo quando as evidências de um planeta que
era mais velho do que a bíblia descreverá se acumulavam, ainda era difícil
aceitar que a o homem já teria sido “menos que um homem”.
2.1.2. A Teoria de Darwin
Charles
Darwin (1809-1882), naturalista inglês, desenvolveu
uma teoria evolutiva que é a base da moderna teoria sintética: a teoria da selecção
natural. Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio
têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um
número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto,
seleccionados para aquele ambiente.
Os
princípios básicos das ideias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo:
- Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, idênticos entre si.
- Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.
- O número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.
- Assim, há grande "luta" pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.
- Na "luta" pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.
- Os organismos com essas
variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como
há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas
variações vantajosas.
- Assim, ao longo das gerações, a actuação da selecção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.
3. Provas e Evidências da
evolução
A
evolução tem suas bases fortemente corroboradas pelo estudo comparativo dos
organismos, sejam fósseis ou actuais.
3.1. Anatomia comparada
A asa de uma ave, a
nadadeira anterior de um golfinho e o braço de um homem, ainda que muito
diferentes, possuem estrutura óssea e muscular bastante parecidas. A semelhança
pode ser explicada admitindo-se que esses seres tiveram ancestrais em comum,
dos quais herdaram um plano básico de estrutura corporal.
O parentesco
evolutivo entre as aves e os mamíferos, por exemplo, também permite explicar as
semelhanças entre os órgãos internos desses animais. O coração e o sistema
circulatório e nervoso, entre outros, são constituídos pelas mesmas partes
básicas.
3.2. Semelhanças embrionárias
As semelhanças entre os
embriões de determinados grupos de animais são ainda maiores do que as
semelhanças encontradas nas formas adultas. por exemplo, é difícil distinguir
embriões jovens de peixes, sapos, tartarugas, pássaros e seres humanos, todos
pertencentes ao grupo dos vertebrados. Essa semelhança pode ser explicada se
levarmos em conta que durante o processo embrionário é esboçado o plano
estrutural básico do corpo, que todos eles herdaram de um ancestral comum.
3.3. Órgãos ou estruturas homólogos
Certos órgãos ou
estruturas se desenvolvem de modo muito semelhante nos embriões de todos os
vertebrados. São os órgãos homólogos. Apesar de terem a mesma origem
embrionária, os órgãos homólogos podem ter funções diferentes, como é o caso do
braço humano e da asa de uma ave, por exemplo.
3.4. Órgãos ou estruturas análogos
Se dois órgãos ou
estruturas desempenham a mesma função, mas têm origem embrionária diferente,
são chamados análogos. As asas de aves e de insetos, por exemplo, são
estruturas análogas: ambas servem para voar, porém suas origens embrionárias
são totalmente distintas.
3.5. Órgãos vestigiais
Órgãos vestigiais são estruturas atrofiadas, sem função evidente no
organismo. O apêndice
cecal do intestino humano,
por exemplo, é um órgão vestigial. Esse órgão é uma pequena projecção do ceco
(região do intestino grosso) e não desempenha nenhuma função importante no
homem e nos animais carnívoros. Já nos herbívoros, o apêndice é muito
desenvolvido e tem importante papel na digestão da celulose; nele vivem
microorganismos que actuam na digestão dessa substância.
Tudo indica que os
mamíferos actuais, carnívoros e herbívoros, tiveram ancestrais comuns, cuja
dieta devia ser baseada em alimentos vegetais, ricos em celulose. Entretanto,
no decorrer da evolução, cecos e apêndices deixaram de ser vantajosos para
alguns grupos de organismos, nos quais se encontram reduzidos, como vestígios
de sua origem.
3.6. Provas paleontológicas.
É considerado fóssil qualquer indício da presença de espécies actualmente extintas. As partes duras do corpo dos organismos são aquelas mais frequentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre estes podemos citar os fósseis congelados, como, por exemplo, o mamute encontrado na Sibéria do norte e os fósseis de insectos encontrados em âmbar. Neste último caso, os insectos que penetravam na resina pegajosa, eliminada pelos pinheiros, morriam, a resina endurecia, transformando-se em âmbar, e o insecto aí contido era preservado nos detalhes de sua estrutura.
É considerado fóssil qualquer indício da presença de espécies actualmente extintas. As partes duras do corpo dos organismos são aquelas mais frequentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre estes podemos citar os fósseis congelados, como, por exemplo, o mamute encontrado na Sibéria do norte e os fósseis de insectos encontrados em âmbar. Neste último caso, os insectos que penetravam na resina pegajosa, eliminada pelos pinheiros, morriam, a resina endurecia, transformando-se em âmbar, e o insecto aí contido era preservado nos detalhes de sua estrutura.
3.7. Provas taxionômicas.
Um dos grandes objectivos da sistemática é reconstruir a história evolutiva, de forma a identificar o grau de "parentesco" entre as espécies (ou de outros grupos, como géneros, famílias, ordens, etc). Isto é, determinar que grupos teriam ancestrais comuns. Tais grupos podem também ser chamados "clados". Quando se reconstrói a história evolutiva dos clados, normalmente usam-se diagramas que resumem esta história, de forma que o grau de paresteco entre os clados possa ser facilmente visualizado. Estes diagramas, muito parecidos com as tradicionais "árvores genealógicas", são chamados "dendrogramas filogenéticos" ou * cladogramas.
Um dos grandes objectivos da sistemática é reconstruir a história evolutiva, de forma a identificar o grau de "parentesco" entre as espécies (ou de outros grupos, como géneros, famílias, ordens, etc). Isto é, determinar que grupos teriam ancestrais comuns. Tais grupos podem também ser chamados "clados". Quando se reconstrói a história evolutiva dos clados, normalmente usam-se diagramas que resumem esta história, de forma que o grau de paresteco entre os clados possa ser facilmente visualizado. Estes diagramas, muito parecidos com as tradicionais "árvores genealógicas", são chamados "dendrogramas filogenéticos" ou * cladogramas.
4. Mecanismos da Evolução
4.1. Evolução: uma questão de adaptação
Os
seres vivos da Terra actual estão adaptados ao meio em que vivem.
Esta frase corriqueira revela que entre os seres vivos e o ambiente há um
ajuste, uma harmonia fundamental para a sua sobrevivência. O flamingo rosa se
alimenta de cabeça para baixo, adaptando-se à procura de alimento no lodo em
que vive; os cactos suportam o meio desértico seco graças às adaptações nele
existentes; os beija-flores, com seus longos bicos, estão adaptados à colecta
do néctar contido nas flores tubulosas que visitam. Esses e numerosos outros
exemplos são reveladores da perfeita sintonia que existe entre os seres e os
seus ambientes de vida.
4.2. Adaptação: fixismo versus
transformismo
Desde
o tempo dos filósofos gregos, passando pelos pensadores do século passado, a
adaptação dos seres vivos aos seus ambientes de vida é um fato incontestável. A
origem da adaptação, porém, é que sempre foi discutida. Desde a Antiguidade se
acreditava que essa harmonia seria o resultado de uma criação especial, a obra
de um criador que teria planejado todas as espécies, adequando-as aos
diferentes ambientes. Com o advento do cristianismo, ficou mais fácil admitir
que as espécies, criadas por Deus, seriam fixas e imutáveis. Os
defensores dessa ideia, chamados de fixistas ou criacionistas,
propunham que a extinção de muitas espécies seria devida a eventos especiais
como, por exemplo, muitas catástrofes que exterminaram grupos inteiros de seres
vivos.
Lentamente,
no entanto, a partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a
ideia da substituição gradual de espécies por outras através de adaptações a
ambientes em contínuo processo de mudança. Essa corrente de pensamento, transformista,
que vagarosamente foi ganhando adeptos, explicava a adaptação como um processo
dinâmico, ao contrário do que propunham os fixistas. Para o transformismo,
a adaptação é conseguida através de mudanças. À medida que muda o meio, muda a
espécie. Os adaptados ao ambiente em mudança sobrevivem. Essa ideia deu origem
ao evolucionismo. Evolução biológica é a adaptação das espécies a meios
continuamente em mudança. Essa mudança das espécies nem sempre implica
aperfeiçoamento ou melhora. Muitas vezes leva a uma simplificação. É o caso das
tênias, vermes achatados parasitas: embora nelas não exista tubo digestivo,
estão perfeitamente adaptadas ao parasitismo no tubo digestivo do homem e de
muitos outros vertebrados.
5. Evolução
A Ecologia é a ciência que estuda os ecossistemas,
ou seja é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e
das interacções que determinam a sua distribuição e abundância. As interacções
podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem
origem no grego “oikos”, que significa casa, e “logos”, estudo. Logo, por
extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se
vive.
O cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, usou
pela primeira vez este termo para designar o estudo das relações entre os seres
vivos e o ambiente em que vivem.
A Ecologia pode ser dividida em Autoecologia,
Demoecologia e Sinecologia. Entretanto, diversos ramos têm surgido utilizando
diversas áreas do conhecimento: Biologia da Conservação, Ecologia da
Restauração, Ecologia Numérica, Ecologia Quantitativa, Ecologia Teórica,
Macroecologia, Ecofisiologia, Agroecologia, Ecologia da Paisagem. Ainda pode-se
dividir a Ecologia em Ecologia Vegetal e Animal e ainda em Ecologia Terrestre e
Aquática.
O meio ambiente afecta os seres vivos não só pelo
espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução, mas também às suas funções
vitais, incluindo o seu comportamento, através do metabolismo. Por essa razão,
o meio ambiente, e a sua qualidade, determina o número de indivíduos e de
espécies que podem viver no mesmo habitat. Por outro lado, os seres vivos
também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais
dramático de alteração do meio ambiente por organismos é a construção dos
recifes de coral por minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos.
As relações entre os diversos seres vivos
existentes num ecossistema também influencia na distribuição e abundância deles
próprios. Como exemplo, incluem a competição pelo espaço, pelo alimento ou por
parceiros para a reprodução, a predação de organismos por outros, a simbiose
entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o
comensalismo, o parasitismo e outras.
Com a maior compreensão dos conceitos ecológicos e
da verificação das alterações de vários ecossistemas pelo homem, levou ao
conceito da Ecologia Humana que estuda as relações entre o Homem e a Biosfera,
principalmente do ponto de vista da manutenção da sua saúde, não só física, mas
também social. Com o passar do tempo surgiram também os conceitos de
conservação que se impuseram na actuação dos governos, quer através das acções
de regulamentação do uso do ambiente natural e das suas espécies, quer através
de várias organizações ambientalistas que promovem a disseminação do
conhecimento sobre estas interacções entre o homem e a biosfera.
5.1. Níveis de organização e estudos
Para que possamos delimitar o campo de estudo em
ecologia devemos, em primeiro lugar, compreender os níveis de organização entre
os seres vivos. Portanto, podemos dizer, que o nível mais simples é o do
protoplasma, que é definido como substância viva. O protoplasma é o
constituinte da célula, portanto, a célula é a unidade básica e fundamental dos
seres vivos. Quando um conjunto de células, com as mesmas funções estão
reunidas, temos um tecido. Vários tecidos formam um órgão e um conjunto de
órgãos formam um sistema. Todos os sistemas reunidos dão origem a um organismo.
Quando vários organismos da mesma espécie estão reunidos numa mesma região,
temos uma população. Várias populações num mesmo local formam uma comunidade.
Tudo isto reunido e trabalhando em harmonia forma um ecossistema. Todos os
ecossistemas reunidos num mesmo sistema como aqui no Planeta Terra temos a
biosfera.
5.2. Conceitos ecológicos importantes
v Indivíduo: é a unidade de vida que se manifesta. É um representante de uma espécie.
v Espécie: é o conjunto de indivíduos altamente semelhantes, que na natureza são
capazes de intercruzarem, produzindo descendentes férteis.
v População: grupo de indivíduos de mesma espécie Genericamente, uma população é o
conjunto de pessoas ou organismos de uma mesma espécie que habitam uma
determinada área, num espaço de tempo definido
v Comunidade ou biocenose: conjunto de espécies diferentes que sofrem
interferência umas nas outras.
Uma comunidade pode ter seus limites definidos de
acordo com características que signifiquem algo para nós, investigadores
humanos. Mas ela também pode ser definida a partir da perspectiva de um
determinado organismo da comunidade. Por exemplo, as comunidades possuem
estrutura trófica, fluxo de energia, diversidade de espécies, processos de
sucessão, entre outros componentes e propriedades.
5.3. Ecossistema
É o conjunto dos relacionamentos que a fauna,
flora, microorganismos (factores bióticos) e o ambiente, composto pelos elementos solo, água
e atmosfera (factores abióticos) mantém entre si. Todos os elementos que compõem o
ecossistema se relacionam com equilíbrio e harmonia e estão ligados entre si. A
alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema podendo
ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se por exemplo, uma grande área com
mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo
de vegetal, pode-se comprometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como
daqueles que se alimentam destes animais.
5.3.1. Funcionamento de
um ecossistema
A base de um ecossistema são os produtores que são
os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e
acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria-prima
a água, gás carbónico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem
produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica
não é luz mas a energia liberada nas reacções químicas de oxidação efectuadas
nas células (como por exemplo em reacções de oxidação de compostos de enxofre).
Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias
terrestres e aquáticas. Dentro de um ecossistema existem vários tipos de
consumidores, que juntos formam uma cadeia alimentar, destacam-se:
5.3.1.1. Consumidores primários
São os animais que se alimentam dos produtores, ou
seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na
água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento
do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas
planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes
mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.
5.3.1.2. Consumidores secundários
São os animais que se alimentam dos herbívoros, a
primeira categoria de animais carnívoros.
5.3.1.3. Consumidores terciários
São os grandes predadores como os tubarões, orcas e
leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de
topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e
menores densidades populacionais.
5.3.1.4. Decompositores
ou biorredutores
São os organismos responsáveis pela decomposição da
matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam
novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas
bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A sequência
de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja
estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.
Proxima
5.4. Nicho Ecológico
É o modo de vida de cada espécie no seu habitat.
Representa o conjunto de actividades que a espécie desempenha, incluindo
relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja,
como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de
alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa
comparação clássica, o habitat representa o “endereço” da espécie, e o nicho
ecológico equivale à “participação, activa ou passiva, no ambiente”.
Redundância funcional – em ecologia, o conceito de redundância funcional
é uma característica das comunidades biológicas que descreve o quão sobrepostas
são as espécies quanto ao seu desempenho no funcionamento do ecossistema.
Numa comunidade biológica, formada pelas espécies
que interagem no e com o ambiente em um dado local, o número de espécies é uma
forma de descrever sua diversidade e complexidade, muitas vezes denominada de
riqueza de espécies ou biodiversidade. Uma discussão que ainda persiste entre
os ecólogos é se comunidades com mais espécies são mais estáveis ou mais
instáveis que comunidades com menos espécies. Uma questão importante seria qual
a importância da diversidade? Ou ainda, qual a implicação do grande número de
extinções que ocorrem nos ecossistemas e comunidades devido a mudanças
climáticas e impactos causados pela humanidade? Nesta perspectiva, algumas
espécies podem desempenhar papeis equivalentes num ecossistema (funcionalmente
redundantes) e podem tornar-se localmente extintas sem causar perdas
substanciais no funcionamento do ecossistema (Walker 1992, Lawton & Brown
1993). Entretanto modelos adaptados de Lotka-Volterra mostram incompatibilidade
da redundância funcional com a coexistência das espécies (Lorreau 2004).
5.5. Relações Ecológicas
Nas comunidades bióticas
dentro de um ecossistema encontram-se várias formas de interacções entre os
seres vivos que as formam, denominadas relações ecológicas ou interacções
biológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os
organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interacções se caracterizam
pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o
prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmónicas ou positivas.
Outras formas de interacções são caracterizadas
pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de
relações recebem o nome de desarmónicas ou negativas.
Tanto as relações harmónicas como as desarmónicas
podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies
diferentes. Quando as interacções ocorrem entre organismos da mesma espécie,
são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações
acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de
interespecíficas ou heterotípicas.
Ecótono é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas.
Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por
conseguinte, grande número de nichos ecológicos.
“Transição entre duas ou mais comunidades
diferentes é uma zona de união ou um cinturão de tensão que poderá ter extensão
linear considerável, porém mais estreita que as áreas das próprias comunidades
adjacentes. A comunidade do ecótono pode conter organismos de cada uma das
comunidades que se entrecortam, além dos organismos característicos” (Odum,
1972). “Zona de transição que determina a passagem e marca o limite de uma
biocenose à outra” (Dajoz, 1973). “Zona de transição entre dois biomas que se
caracteriza pela exuberância dos processos vitais e mistura relativa de
espécies circundantes. A estas características se chama efeito de borda”
(Carvalho, 1981). “Zona de contacto entre duas formações com características
distintas. Áreas de transição entre dois tipos de vegetação. A transição pode
ser gradual, abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria”
(ACIESP, 1980). “Zona de contacto ou transição entre duas formações vegetais
com característica distintas” (Resolução n° 12, de 4.05.94, do CONAMA).
Exemplo: Matas
de cocais – mata de transição entre o Bioma Amazônico e a Caatinga.
Biotópo ou ecótopo (do grego βιος – bios = vida + τόπoς = lugar, ou seja, lugar
onde se encontra vida) é uma região que apresenta regularidade nas condições
ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habitat.
Para viver, a biocenose depende de factores físicos
e químicos do meio ambiente. No exemplo duma floresta, o biótopo é a área que
contém um tipo de solo (com quantidades típicas de minerais e água) e a
atmosfera (gases, humidade, temperatura, grau de luminosidade, etc.) Os factores
abióticos dum biótopo afectam directamente a biocenose, e também são por ela
influenciados. O desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a humidade
do ar e a temperatura de uma região.
Biomas é uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora
e suas interacções entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.
Área biótica ou biótopo é a área geográfica ocupada
por um bioma. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma pode ter uma ou
mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo de solo,
condição do substrato e outros factores físicos, não havendo barreiras
geográficas; ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens,
apesar de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência
evolutiva.
Um bioma é composto da comunidade
clímax e todas as subclímax associadas ou degradadas, pela estratificação
vertical ou pela adaptação da vegetação.
São divididos em:
·
Terrestres ou
continentais
·
Aquáticos
Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma
área específica. Por exemplo, um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe
na Ásia central, savana na África, pampa na região subtropical da América do
Sul ou cerrado no Brasil, campina em Portugal e pradaria na América do Norte.
7. Referências
Bibliográficas
SILVA, Jussara dos s., & B. BATISTA,
Antónia Maria Figueiredo, Anatomia e
Fisiologia Humana, 1ª edição, FTC EaD, 2007.
MACÊDO BELTRÃO, Napoleão Esberard de
& PEREIRA DE OLIVEIRA, Maria
Isaura, Aspectos da Evolução,
Campina Grande 1ª edição, S/D, 2007.
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